Entenda o que diz a lei sobre caso da "montanha de barras de ouro" em RR
Carga estimada em R$ 62 milhões pode infringir leis que regulam a exploração mineral no Brasil
A apreensão de 103 kg de barras de ouro em Boa Vista, Roraima, teve como protagonista Bruno Mendes de Jesus, de 30 anos, preso em flagrante pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). O caso, que envolve uma carga estimada em R$ 62 milhões, levanta questionamentos sobre as leis que regulam a exploração mineral no Brasil.
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A descoberta da "montanha de ouro" veio durante uma fiscalização de rotina na BR-401. O nervosismo e as contradições de Bruno, que se apresentou como "fiscal de obra" sem saber dar detalhes, alertaram os policiais.
Marcas de manipulação no painel da picape Hilux (ano 2024) e a presença de um bebê de nove meses no veículo foram decisivas: para não expor a criança, a PRF levou o carro à sede operacional, onde um fundo falso foi descoberto com as barras de ouro.
Veja vídeo da apreensão:
O que diz a lei
Bruno Mendes de Jesus foi preso e é investigado pela suposta prática de crimes ambientais e contra a ordem econômica, previstos no art. 55 da Lei nº 9.605/98 e no art. 2º da Lei nº 8.176/91.
O Art. 55 da Lei nº 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, estabelece:
- "Executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida".
Este artigo visa coibir a mineração ilegal, protegendo o meio ambiente e o controle estatal sobre os recursos naturais.
Já o Art. 2º da Lei nº 8.176/91 define como crime contra o patrimônio, na modalidade de usurpação:
- "Produzir bens ou explorar matéria-prima pertencentes à União, sem autorização legal ou em desacordo com as obrigações impostas pelo título autorizativo".
O parágrafo 1º do mesmo artigo complementa: "Incorre na mesma pena aquele que, sem autorização legal, adquirir, transportar, industrializar, tiver consigo, consumir ou comercializar produtos ou matéria-prima, obtidos na forma prevista no caput deste artigo".
Este ponto é crucial, pois penaliza não apenas a produção, mas também o transporte e comercialização de produtos obtidos ilegalmente, o que se encaixa na situação de Bruno.
Investigações e o que diz a defesa
A Polícia Federal (PF) de Roraima segue investigando para determinar a origem exata e o destino final do ouro. Suspeita-se que ele tenha partido de Rondônia e tinha possivelmente Venezuela ou Guiana como destinos
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A defesa de Bruno alega que ele é "trabalhador do setor mineral" e "primário, de bons antecedentes". A esposa, Suzy Alencar, que estava com o filho de nove meses, confirmou em suas redes sociais que não foi presa. O processo continua na Justiça Federal de Roraima.
Quem é o casal preso em picape com "montanha de barras de ouro"


