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    Objeto luminoso não identificado é registrado no céu no RS: veja vídeo

    Imagens serão analisadas pela Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros para identificação do objeto que brilhou no Rio Grande do Sul

    Guilherme Gamada CNN

    São Paulo

    Um objeto luminoso foi registrado no céu na madrugada desta quarta-feira (21), no Rio Grande do Sul. Por volta das 05h, um brilho que aumenta e diminui repetidas vezes foi flagrado pelo Observatório do campus Santo Ângelo do Instituto Federal Farroupilha.

    Pela característica da visualização, se trata de algum objeto girando no próprio eixo, na órbita baixa da Terra, de acordo com Fabricio Colvero, operador das estações. Os cientistas acreditam que possa ser um satélite desativado ou corpo de foguete, que, dentro de algum tempo, deve queimar na reentrada da atmosfera.

    As capturas serão analisadas pela Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), para uma possível identificação do objeto.

    Bola de fogo cruza o céu

    Em 24 de agosto do ano passado, às 23h39, uma imensa e brilhante bola de fogo foi vista cruzando os céus dos estados do sul do Brasil, de acordo com a Bramon. O fenômeno foi capturado por várias câmeras e por dezenas de pessoas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    A bola de fogo foi causada pela reentrada do estágio superior do foguete Soyuz 2.1-A, lançado em 22 de agosto de 2023, no Cazaquistão, rumo à estação espacial na missão Progress MS-24. O estágio do foguete, denominado SL-4 R/B pesava cerca de 2,3 toneladas e media mais de 6 metros de comprimento.

    No dia 24 de agosto de 2023, câmeras registraram bola de fogo e brilhante cruzando os céus dos estados do sul do Brasil.
    No dia 24 de agosto de 2023, câmeras registraram bola de fogo e brilhante cruzando os céus dos estados do sul do Brasil. / Reprodução/ Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon)

    De acordo com a Bramon, reentradas desse tipo estão se tornando cada vez mais comuns, uma vez que a quantidade de lançamentos orbitais tem aumentado nos últimos anos. Isso preocupa os pesquisadores pelo risco de restos mais resistentes dos artefatos resistirem à reentrada e chegarem ao solo.