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    Operação contra facção criminosa deixa sete mortos em Sergipe

    Segundo a polícia, mortos eram ligados a uma facção criminosa

    Policais civis cumprem madados durante a Operação Cristinápolis Segura, no sul de Sergipe.
    Policais civis cumprem madados durante a Operação Cristinápolis Segura, no sul de Sergipe. Secretaria de Segurança Pública do Sergipe

    Dayres Vitoriada CNN*

    Em São Paulo

    Sete suspeitos de terem ligação com uma facção criminosa morreram em confrontos com a polícia durante uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (29) nos municípios de Cristinápolis e Tomar do Geru, na região sul de Sergipe. Outros dois homens foram presos.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE), o objetivo da ação foi desarticular uma associação criminosa especializada em homicídios, tráfico de drogas e assaltos, em Cristinápolis. A ação contou com cerca de 100 policiais.

    Durante a operação, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, um deles no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto. Dois mandados de prisão também foram expedidos e cumpridos.

    De acordo com o delegado Josenildo Brito, que liderou as investigações, a polícia recebeu uma denúncia anônima que apontava o presidiário Michel Silva Pena como líder de um grupo envolvido nos crimes de tráfico de drogas e homicídios ocorridos no município de Tomar do Geru.

    Michel está detido há seis anos no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão contra ele, foram encontrados celulares e uma arma branca em sua cela.

    Conforme as investigações, ele comandava um grupo criminoso de dentro do presídio. Ele foi preso em 2017 acusado de ter praticado um latrocínio que vitimou o policial militar Nabal Gomes Menezes, na zona rural de Tomar do Geru, há cerca de seis anos.

    A Polícia Civil do estado afirma que uma rixa entre subgrupos criados dentro de facções criminosas tem sido a causa de conflitos armados e violentos no sul do estado.

    Um destes grupos rivais, situado na Barra dos Coqueiros, é liderado por Michel. Já o outro grupo, do conjunto Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro, é comandado por outro suspeito.

    Ainda de acordo com investigações, há indícios de que, sob a liderança de Michel, um homicídio e outras cinco tentativas, ocorridos neste ano em Cristinápolis, tenham sido praticados em razão da disputa entres os grupos pelo controle de pontos de vendas de entorpecentes na região.

    A operação foi comandada pela Polícia Civil do estado, com a participação da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), e contou com apoio de unidades especializadas da Polícia Militar.

    * Sob supervisão