Ouvidoria quer que PMs usem câmeras corporais em novas operações Escudo
Segundo o ouvidor das polícias Claudio Silva, um ofício foi enviado ao governo de São Paulo e ao Ministério Público com a solicitação do uso das câmeras

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo oficializou, nesta terça-feira (23), um pedido para que os PMs envolvidos nas novas operações Escudo utilizem câmeras corporais durante suas atividades.
Segundo o ouvidor das polícias, o professor Claudio Castro, um ofício foi enviado à gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao Grupo de Atuação Especial da Segurança e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp) do Ministério Público (MP), a fim de formalizar a solicitação.
Em conversa com a CNN, Castro disse que também foi feito ao MP um pedido de acompanhamento da operação, presencialmente.
Entre os fatores que levaram a Ouvidoria a fazer os pedidos, Castro aponta a Operação Escudo executada na Baixada Santista no ano passado. Motivada pela morte do soldado Patrick Bastos Reis, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a operação deixou 28 civis mortos ao longo de 40 dias de vigência.
O ouvidor também afirmou achar importante que toda política pública tenha publicidade. “Se a ação é na legalidade, não há porque não ser pública”, disse Castro. Ele aponta, ainda, que a medida traz mais proteção tanto à população quanto aos próprios policiais, que também ganham mais segurança jurídica em sua atuação.
Novas operações em janeiro
A Polícia Militar deflagrou operações Escudo em quatro regiões diferentes no último dia 18. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os agentes atuarão em Santo André, Piracicaba e Guarulhos, além da zona sul de São Paulo, onde a PM Sabrina Freire Romão Franklin, de 30 anos, foi assassinada momentos antes, na mesma noite.
Além de Sabrina, outros quatro policiais militares também foram atacados em todo o estado entre os dias 18 e 19 de janeiro. Em coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que “nenhum ataque a policial ficará impune”, e que as corporações já estavam imediatamente em operação após os fatos.
A CNN entrou em contato com a SSP e aguarda um posicionamento.