Pacientes fogem de hospital psiquiátrico no DF

Secretaria de Saúde informou que um paciente ainda não foi localizado

Marcos Guedes, da CNN
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Ao menos cinco pacientes fugiram do Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo (HSVP), localizado na cidade de Taguatinga, no Distrito Federal, na tarde de quinta-feira (23). A fuga aconteceu durante o período em que a empresa que faz a vigilância do local realiza uma greve devido à falta de pagamentos.

A Secretaria de Saúde do DF confirmou a fuga e informou que logo após tomar conhecimento do fato, comunicou a polícia e acionou os familiares dos pacientes. Segundo a pasta, dentre os fugitivos, dois já foram localizados na casa de parentes, dois já retornaram à unidade, sendo que apenas um ainda não foi localizado.

Questionada sobre a greve, a secretaria informou que todos os pagamentos estão em dia e que já notificou a empresa de segurança quanto à obrigação de regularizar os compromissos com seus funcionários.

Segundo informações obtidas junto ao sindicato dos vigilantes, os problemas de segurança no hospital estão acontecendo desde a última segunda-feira (20), quando a greve foi iniciada e que, mesmo em greve, parte dos funcionários precisaram atuar para evitar transtornos.

Fontes que preferiram não ser identificadas relataram que nesta semana houve pelo menos outras duas tentativas de fuga, que resultaram em agressões contra funcionários. Imagens obtidas pela reportagem mostram o momento em que uma paciente discute com uma funcionária do hospital.

Segundo Gilmar Azevedo, diretor de comunicação do Sindicato dos Vigilantes do DF, os atrasos nos pagamentos são constantes e já fez uma série de reclamações contra a empresa responsável pelo contrato, a Visan Segurança Privada.

“Há quase dois anos essa empresa atrasa o pagamento de salários e benefícios. Mesmo a secretaria pagando, ela não está depositando os direitos como o fundo de garantia”, finaliza.

A CNN procurou a empresa pelos telefones disponíveis no cadastro junto ao governo do Distrito Federal, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para a manifestação.