PCC é alvo de megaoperação de força-tarefa no Nordeste

São 120 policiais para cumprir 12 mandados de prisão preventiva de líderes da facção paulista; 4 estão foragidos

Elijonas Maia, da CNN, em Brasília
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Uma megaoperação foi deflagrada, nesta quarta-feira (15), para prender líderes da maior facção criminosa brasileira, o PCC, no Rio Grande do Norte.

Foram presas oito pessoas, sendo sete homens e uma mulher. A Justiça expediu 12 mandados de prisão, mas quatro pessoas não foram encontradas e são consideradas foragidas.

Os detidos estão sendo encaminhados à Delegacia de Polícia de Federal de Mossoró/RN e, após cumprida as devidas formalidades, serão transferidos para o sistema prisional onde ficarão à disposição da Justiça.

Os investigadores acreditam que as prisões vão contribuir para a diminuição dos crimes violentos cometidos no Rio Grande do Norte e reforçam que o trabalho integrado entre as forças de segurança é a metodologia mais eficaz de combate à criminalidade.

Essa operação é realizada pela força-tarefa Susp, do Ministério da Justiça, com a participação da Polícia Federal, Polícia Civil/DIVIPOE, Polícia Militar/BOPE, Polícia Penal Federal e Polícia Penal estadual. A operação contou com 120 policiais.

Líder

No fim de janeiro, o traficante Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, conhecido como o líder do PCC, foi transferido de Rondônia para a Penitenciária Federal de Brasília.

A operação de transferência foi feita para evitar conversas entre Marcola e outros integrantes do grupo.

Condenado a 330 anos por diversos crimes, esta é a segunda passagem de Marcola pelo presídio, onde ficou entre 2019 e março de 2022.

Desde então, ele estava preso em outra penitenciária federal, em Rondônia, por onde também já tinha passado antes de ir a Brasília pela primeira vez.