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    Pedreiro que viralizou ao passar na faculdade não poderá fazer o curso; entenda

    Adenilton se inscreveu no curso de filosofia por meio das cotas raciais, mas não fez os três anos do ensino médio na rede pública de ensino

    Pedreiro que viralizou ao passar na faculdade não poderá fazer o curso.
    Pedreiro que viralizou ao passar na faculdade não poderá fazer o curso. Reprodução/Instagram Adenilton Pedreiro

    Leticia Pazerocolaboração para a CNN

    Em São Paulo

    Na última semana, a história de Adenilton Pedreiro viralizou nas redes sociais. No Twitter, sua filha Sara Linhares compartilhou o momento em que o pai recebeu sua aprovação no curso de filosofia pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

    “Meu pai todo lindinho com a roupa do serviço (ele é pedreiro) vendo que passou na UFG e vai fazer filosofia. O primeiro de toda a família dele a entrar na faculdade”, disse a jovem na legenda do emocionante vídeo que rodou a web nos últimos dias.

    Após muita comemoração da família e dos internautas, a família descobriu que Adenilton não poderia cursar a universidade por ter feito sua inscrição por meio de cotas raciais, mas não ter completado o ensino médio em escola pública.

    Também pelo Twitter, a jovem compartilhou um vídeo do pai dando a notícia e explicando o acontecido.

    “É gente, não deu certo… Quando fiz meu ensino médio, fiz por meio do EJA [Educação de Jovens e Adultos] e na pressa por concluir rápido para melhores oportunidades de emprego, acabei fazendo a etapa final pela escola particular. Na hora da matrícula nós usamos a cota racial e não nos atentamos ao fato que para qualquer cota é necessário ter concluído o ensino médio em escolas públicas”, explicaram.

    Entretanto, Adenilton garantiu que o sonho não morreu e que, apesar de estar triste, ele continuará tentando.

    Como funciona o sistema?

    A lei de cotas determina que metade das vagas das instituições de ensino superior públicas sejam destinadas a candidatos que estudaram os três anos do ensino médio em sistema público.

    A lei também declara que, dentro do percentual de vagas reservadas para os alunos do sistema público de ensino, 50% deve ser para estudantes com renda mensal familiar igual ou menor que 1 salário mínimo e meio (atualmente equivalente a R$ 1.953), e a outra metade para as outras famílias.

    Existem também, as vagas para os candidatos PPI (autodeclarados pretos, pardos e indígenas) que são reservadas dentro de cada faixa de renda.

    Desde 2017, Pessoas com Deficiência (PcD) também fazem parte das vagas referentes à Lei de Cotas.