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    Perfil do viajante brasileiro muda durante a pandemia

    Jovens se sentem mais seguros para realizarem viagens, ao contrário dos mais velhos, que estão mais cautelosos, aponta pesquisa

    Mylena Guedes e Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro

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    A pandemia mudou o perfil do viajante brasileiro, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Operadoras de Turismo (Braztoa). Apesar do público acima dos 30 anos ser o principal comprador, o indicativo de viajantes acima dessa faixa etária ficou em baixa durante o período pandêmico. Enquanto isso, entre os jovens a partir de 18 anos foi observado um aumento no número de viagens.   

    “Percebemos uma cautela maior entre as pessoas com mais idade. O interesse por viajar se mostra latente, mas continua no escopo das pesquisas e planejamentos para o futuro, diferente dos mais jovens, que, aparentemente, se sentem seguros em realizar seus sonhos de viagem agora”, disse Rayane Ruas, da consultoria Up Soluções, especializada em planejamento turístico, que participou da pesquisa. 

    Os destinos mais procurados pelos brasileiros no primeiro semestre desse ano são as cidades da região Nordeste, seguida pela região Sul. Entre os destinos mais vendidos estão Porto de Galinhas, Gramado, Salvador, Maceió, Porto Seguro e Rio de Janeiro.  

    Já os destinos internacionais mais buscados estão localizados na América Central e Caribe. No entanto, a América do Norte permanece apresentando um nível relevante de vendas. Entre os locais de destaque internacional estão México, Egito, Maldivas e Miami. 

    No período pandêmico, os roteiros que incluem sol, praia, luxo e bem-estar têm ganhado a preferência dos viajantes. A tendência vai ao encontro das projeções dos estudiosos do setor, que já apontavam que a busca por locais que proporcionam maior conexão com a natureza ditaria o futuro do turismo. 

    O aumento de viagens de curta duração, de até quatro dias, também foi observado, além da antecedência na compra, que obteve aumento para embarques em até 30 dias. 

    Apenas 22% das operadoras de turismo igualam ou superam o faturamento pré-pandemia

    No primeiro semestre desse ano, cerca de 22% das operadoras de turismo do Brasil apresentaram faturamento igual ou superior em comparação ao período pré-pandemia.  Os dados também são da pesquisa da Braztoa, responsável por aproximadamente 90% das viagens de lazer organizadas no país. O questionamento da entidade foi respondido por 72% dos associados.  

    De acordo com o boletim mensal, em junho, 11% das empresas afirmaram estar vendendo mais pacotes de viagem do que no mesmo período em 2019. Já os embarques seguem abaixo do patamar dos anos anteriores, com 26% das empresas sem registrar nenhum passageiro embarcado no mês.  

    Por conta do avanço na vacinação contra o novo coronavírus, a sensação de segurança e as promoções de viagens podem ter sido fatores decisivos para as vendas nesse período, segundo o levantamento. Em junho, mais de 75% dos embarques são referentes a novas vendas.  

    A expectativa de 30% das empresas de turismo é que o faturamento médio seja recuperado no primeiro semestre do ano que vem, e 22% acreditam que os índices de venda serão normalizados já no segundo semestre deste ano. O mesmo percentual de empresas prevê a retomada no meio de 2022 e outras 19% apontaram 2023 como o ano de retorno do patamar pré-pandemia.

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