Pericia aponta que carro de Marcinho estava entre 86 e 110 km/h

A via permite tráfego de até 60 km/h. À polícia, o jogador disse estar dentro desse limite

Momento exato do atropelamento docasal pelo ex-jogador do Botafogo, Marcinho
Momento exato do atropelamento docasal pelo ex-jogador do Botafogo, Marcinho Foto: Polícia Civil

Thayana Araujo e Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro

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A perícia feita no carro do jogador de futebol Márcio de Oliveira Almeida – Marcinho – aponta que a velocidade do veículo dele, no momento do atropelamento de um casal no Rio de Janeiro, estava entre 86 e 110km/h, muito acima da máxima permitida na avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da capital carioca.

A via permite tráfego de até 60 km/h. À polícia, o jogador disse estar dentro desse limite. Já o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), obtido pela reportagem da CNN, diz que o Mini Cooper do jogador poderia estar a quase o dobro desta velocidade.

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A perícia usou como para a análise o chamado “Modelo de Happer”, que se baseia na distância de projeção do pedestre para calcular a velocidade do veículo.

Antes mesmo do resultado apontado pela perícia, os próprios investigadores do caso já tinham convicção de que a velocidade era significativamente superior.

Assinado por três peritos, o documento diz ainda que “os pneus, os sistemas de iluminação, direção e frenagem do veículo encontravam-se em estado satisfatório para o tráfego”.

Marcinho diz que não prestou socorro ao casal de professores Maria Cristina José Soares e Alexandre Silva de Lima, porque teve “medo de ser linchado”.

Ele nega que tenha ingerido bebida alcoólica antes do atropelamento.

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