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    Período de chuvas no Amazonas só volta ao normal em fevereiro de 2024, aponta estudo

    Previsão da UEA indica que os níveis dos rios devem continuar baixos nos próximos meses; déficit de chuvas deve favorecer queimadas no centro-leste do estado

    Vista aérea de rio Solimões atingido por estiagem, próximo de Alvares, no Amazonas
    Vista aérea de rio Solimões atingido por estiagem, próximo de Alvares, no Amazonas Bruno Kelly/Reuters

    Guilherme Gamada CNN*

    São Paulo

    Segundo previsão do Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (Labclim) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o período de chuvas deve voltar ao normal a partir de fevereiro de 2024 no Amazonas.

    “Nos meses de dezembro e janeiro as chuvas deverão permanecer abaixo da média no leste e norte do estado, enquanto na região centro-oeste do estado do Amazonas, as chuvas deverão ficar dentro da média climatológica”, explica o professor de meteorologia da UEA, Wagner Correia.

    A Defesa Civil do Estado mantém os 62 municípios do estado em emergência, devido à estiagem:  637 mil pessoas e 159 famílias são afetadas.

    As principais bacias do Amazonas devem ter atrasos na normalização de seus níveis nos próximos meses. A exceção é o Rio Madeira, onde os níveis devem permanecer abaixo da normalidade.

    O Rio Negro atualmente está na cota de 16,64 metros e subiu 15 centímetros nos primeiros doze dias de dezembro. Em outubro, o rio registrou o nível de 12,70 metros — o menor nível já registrado em mais de 120 anos.

    O boletim do Labclim também indica que os déficits de chuva na porção centro-leste do Amazonas e na porção oriental da Amazônia, associado às temperaturas acima da média, podem favorecer a ocorrência de queimadas. De 12 de julho até esta terça-feira (12), o Corpo de Bombeiros combateu quase 3 mil focos de incêndio: são mais de 16 focos por dia.

    De acordo com Wagner Correia, a seca se deve à gradual persistência das anomalias no oceano Pacífico central-leste e da contínua presença do fenômeno El Niño nos próximos meses. O prognóstico climático considera também o aquecimento fora do normal no Atlântico Norte.

    *(Sob Supervisão de André Rigue)