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    PF apura desvio de recursos públicos destinados a ações contra Covid-19 no Ceará

    Estima-se que os crimes tenham causado um prejuízo de mais de R$ 7 milhões aos cofres públicos

    Jéssica Otoboni,

    da CNN, em São Paulo

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    A Polícia Federal cumpre 27 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (3) em endereços em Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Pelotas (RS). A Operação Cartão Vermelho apura desvio de recursos públicos destinados ao combate à pandemia da Covid-19 na capital cearense.

    Segundo a PF, as investigações começaram em junho de 2020, com a instauração de um inquérito policial “para apurar crimes de corrupção, malversação/desvio de recursos públicos federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação” para enfrentar a crise do novo coronavírus no hospital de campanha montado no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza.

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    Os investigadores encontraram indícios de crimes que teriam sido cometidos por servidores públicos da Secretaria de Saúde de Fortaleza, gestores e integrantes da comissão de acompanhamento e avaliação do contrato de gestão, dirigentes da organização social paulista contratada para a gestão do hospital de campanha, além de empresários.

    A ação de hoje da PF conta com a colaboração da Controladoria-Geral da União
    A ação de hoje da PF conta com a colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU)
    Foto: Divulgação – 03.nov.2020 / Polícia Federal

    Foram identificados indícios de fraudes no processo de escolha da empresa contratada em dispensa de licitação, compra de equipamentos de empresa de fachada, má gestão e fiscalização da aplicação dos recursos públicos no hospital de campanha e sobrepreço nos equipamentos adquiridos.

    Estima-se que os crimes tenham causado um prejuízo de mais de R$ 7 milhões aos cofres públicos. A PF informou que a Justiça Federal autorizou o bloqueio desses valores em contas das pessoas jurídicas investigadas.

    Os suspeitos podem responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, ordenação de despesa não autorizada por lei e organização criminosa. As penas previstas podem chegar a até 33 anos de reclusão.

    A ação de hoje da PF conta com a colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU).

    (Com informações de Giovanna Bronze, da CNN, em São Paulo) 

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