PF começa a ouvir testemunhas do incêndio no hospital de Bonsucesso, no Rio

Primeira pessoa a ser ouvida estava no pronto atendimento quando o fogo começou; 16 pacientes morreram

Isabelle Saleme, Isabelle Resende e Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro

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A Polícia Federal começou a ouvir funcionários do Hospital Federal de Bonsucesso nesta terça-feira (10) sobre o incêndio que atingiu parte da unidade, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Dois funcionários terceirizados contratados pelo hospital foram ouvidos. O que primeiro viu os sinais do fogo e o Chefe de Segurança do hospital. Nesta quarta-feira (11), serão realizadas mais duas oitivas.

Todos os ouvidos de alguma forma presenciaram o incêndio, ou participaram do pronto atendimento aos pacientes. Também prestarão depoimento pessoas que conheciam a rotina da unidade, como funcionários e gestores. Entre eles, o diretor geral do hospital, que deve ser um o último a ser ouvido.

O trabalho de perícia, também feito pela própria Polícia Federal no prédio 1 do complexo hospitalar, segue nos próximos dias. Os peritos já estão analisando as imagens das câmaras do circuito interno da unidade, fotografias e plantas do HFB. Uma equipe especializada da PF, com profissionais que atuaram em casos de grande repercussão, como o incêndio que destruiu o Museu Nacional, em 2018, participa da perícia.

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Incêndio no Hospital de Bonsucesso, no Rio de Janeiro
Incêndio no Hospital de Bonsucesso, no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/Twitter @OperacoesRio (27.out.2020)

No último dia 27, o fogo atingiu um dos seis prédios do complexo. Dezesseis pacientes, que estavam em estado grave e tiveram que ser transferidos às pressas, morreram.

O atendimento aos pacientes no HFB foi retomado parcialmente na semana passada em quatro dos seis prédios do complexo hospitalar. Estão sendo feitas consultas e exames laboratoriais e sessões de quimioterapia. Já os serviços de emergência, cirurgias, internações, hemodiálise e exames de imagens seguem suspensos. 

A direção do hospital informou aos funcionários que o prédio 1, onde o incêndio começou, deve reabrir em 60 dias após passar por uma obra. No local, funcionavam a emergência, internações e exames de imagem. Já o prédio 2, que foi atingido pela fumaça, deve ser reaberto em 15 dias para atender crianças, adolescentes e mulheres.

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