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    PF faz operação contra grupo que lavou R$ 1 bilhão com importação ilegal de celulares

    Investigação com a Receita aponta 51 pessoas envolvidas no esquema em seis estados e no DF

    Alvos são doleiros e empresários responsáveis pela importação de celulares
    Alvos são doleiros e empresários responsáveis pela importação de celulares Reprodução/PF

    Elijonas Maiada CNN em Brasília

    A Polícia Federal realiza no começo da manhã desta quarta-feira (10) uma grande operação em seis estados e no Distrito Federal contra um grupo responsável por movimentar R$ 1 bilhão com descaminho de celulares de última geração.

    São alvos da PF e da Receita Federal 51 pessoas, apontadas como participantes do esquema que recebia os aparelhos do Paraguai e dos Estados Unidos e entravam por Foz do Iguaçu (PR) e encaminhava a todo o Brasil.

    A Receita aponta que o grupo foi responsável pela entrada ilegal de 500 mil aparelhos em cinco anos.

    São 46 endereços alvos de mandados no Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, em São Paulo, Goiás e Santa Catarina, além do Distrito Federal.

    No DF, os agentes cumprem os mandados em lojas dos principais shoppings da capital, sendo um deles na região central, a 1 km da Esplanada dos Ministérios, e na principal feira de Importados de Brasília. Os centros comerciais, porém, não são objetos de investigação.

    Lavadores de dinheiro, empresários e doleiros são alvos de buscas.

    A Justiça também determinou 25 ordens de sequestro de imóveis, 42 sequestros de veículos, além do bloqueio de R$ 280 milhões nas contas dos alvos da operação.

    Também há medidas cautelares diversas da prisão em desfavor dos principais investigados, tais como proibição de se ausentarem do país, com a entrega dos passaportes em 24 horas, proibição de se ausentarem do município de domicílio, comparecimento mensal ao Juízo Federal para informar suas atividades e proibição de manterem contato uns com os outros.

    O esquema
    A investigação da Superintendência da PF no Distrito Federal aponta que o grupo abria empresas de fachada, comprava celulares e repassava sem notas fiscais, sem pagar impostos ou com selos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o que é obrigatório.

    Os cálculos dos agentes dão conta que em dois anos o lucro foi de R$ 1 bilhão ao bando.

    A investigação começou quando em 2022 a PF e a Receita apreenderam um helicóptero com 400 celulares da marca IPhone. A carga estava avaliada em R$ 4 milhões.

    A aeronave pousou no Aeródromo Botelho, em São Sebastião, no Distrito Federal, e duas pessoas foram presas em flagrante. A partir de então, a PF descobriu a origem dos celulares e a rede de descaminho.

    O que é descaminho
    Descaminho é um crime de ordem tributária, que se caracteriza pela entrada e saída de mercadorias no país sem o pagamento de tributos, que tem pena de até 8 anos de prisão.