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    PF investiga servidores do Incra em operação contra invasão de terras na Amazônia

    Um servidor chegou a oferecer os serviços ilegais aos policiais, sem saber que estava sendo investigado

    Dois servidores do Incra e um corretor de imóveis são alvos de mandados de busca e apreensão
    Dois servidores do Incra e um corretor de imóveis são alvos de mandados de busca e apreensão Divulgação/Polícia Federal (PF)

    Elijonas Maiada CNN

    em Brasília

    A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (7) a Operação Balcão de Negócios, que investiga um grupo responsável por falsificar e transferir, de forma fraudulenta, terras públicas da União para particulares.

    Dois servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e um corretor de imóveis são alvos de mandados de busca e apreensão.

    Segundo a PF, as investigações indicam que o grupo atuaria há vários anos oferecendo serviços dessa natureza na própria sede do Incra no município de Santarém, no Pará.

    A investigação apontou que o corretor imobiliário, filho de um ex-chefe do cartório de registro de imóveis na cidade, seria o elo entre os empresários interessados e os servidores que fraudariam a documentação.

    As investigações tiveram início após funcionários do cartório suspeitarem das assinaturas e da formatação de documentos do Incra durante uma tentativa de transferência de imóvel público para terceiros. O cartório oficiou ao Incra, que confirmou a falsificação dos documentos.

    O órgão já possuía diversos Procedimentos Administrativos Disciplinares por fatos semelhantes contra os dois servidores investigados.

    Durante os levantamentos, a PF diz que um dos servidores investigados chegou a oferecer os serviços ilegais aos policiais que atuavam de forma velada.

    Com essa fase e documentação apreendida, os policiais querem ampliar as investigações, que seguem em andamento. Nesta segunda-feira, ninguém foi preso.

    Em nota à CNN, o Incra informou que “ao comprovar a falsificação de documentos em nome da autarquia, apresentados junto a cartório de registro de imóveis de Itaituba (PA), a Superintendência do Incra no Oeste do Pará, sediada em Santarém, fez o encaminhamento do caso à Polícia Federal, a quem compete proceder às investigações”.

    “No episódio em questão, a comunicação havia sido feita, existindo, inclusive, procedimento administrativo aberto na regional da autarquia no sentido de apurar o caso e tomar as medidas internas cabíveis. Importa destacar que o Incra e a Polícia Federal têm parceria voltada a combater ilícitos fundiários e territoriais no Brasil”, explicou.

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