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    PM do RJ abre inquérito para apurar oferta de segurança privada por subtenente

    Denúncia veio à tona após postagem do prefeito Eduardo Paes nas redes sociais

    Praça Pio XI, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro
    Praça Pio XI, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro Reprodução/Google Street View

    Isabelle Salemeda CNN

    A Polícia Militar apura a denúncia de um subtenente que teria oferecido segurança privada a moradores do Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, o policial foi idenificado e um procedimento foi aberto pela Corregedoria Geral para investigar o caso. 

    “Vale ressaltar que o comando da corporação não compactua e nem tolera quaisquer desvios de conduta, cometimento de crimes ou de abuso de autoridade praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”, disse em nota. 

    Pelas redes sociais, na noite desta terça-feira (16), o prefeito Eduardo Paes expôs o que seria uma mensagem do policial oferencedo o serviço e cobrou uma resposta das autoridades sobre o assunto. 

    “Aí não dá! Fui procurado por moradores de algumas ruas do Jardim Botânico que teriam sido abordados por dois homens para fazer a ‘segurança’ do prédio aonde vivem. Os moradores não toparam mas obviamente ficaram assustados. O sujeito manda uma mensagem por WhatsApp (nas imagens abaixo) e ainda um modelo de contrato (nas imagens abaixo)”, escreveu o prefeito, que compartilhou as imagens na postagem.  

    O documento apresentado por Paes mostra que a empresa cobra R$ 500 para garantir a segurança de casas e R$ 1.000 para prédios e condomínios.

    De acordo com a proposta, são 24 horas de vigilância, inicialmente com quatro homens, um em cada rua de dia e de noite. A empresa ainda pede que o pagamento seja feito no dia 25 de cada mês e que o comprovante seja enviado por aplicativo de mensagens instantâneas. 

    Suposta proposta de serviços da empresa de segurança, divukgada pelo prefeito Eduardo Paes / Reprodução

    “O que mais impressiona é que o sujeito se identifica como agente do Estado para oferecer seus serviços de “segurança”. Tem algo muito errado quando fora do horário de expediente alguém oferece serviços que deveriam ser oferecidos na hora do expediente. Para não prejudicar ninguém apaguei qualquer possibilidade de identificação mas todos os dados já foram entregues ao secretário de Ordem Pública delegado Brenno Carnevale para que ele faça os encaminhamentos necessários. Toda vez que identificarmos uma situação assim, vamos denunciar publicamente (o objetivo é constranger mesmo) e encaminhar formalmente através do delegado Brenno para que as providências possam ser tomadas e – quando for o caso – esses agentes públicos possam ser punidos”, finalizou o prefeito.  

    A CNN procurou a Secretaria de Ordem Pública, que informou ter acionado o setor de inteligência da Seop para consolidar as denúncias e formalizá-las junto aos órgãos competentes para continuidade das investigações. 

    Na semana passada, Paes usou as redes sociais para denunciar uma organização criminosa que estaria pedindo dinheiro à empreiteira responsável pela construção do Parque Piedade, na zona norte da capital fluminense, para liberar a obra.

    Dois dias depois da postagem, a Polícia Civil identificou e pediu a prisão de Jean Carlos Nascimento dos Santos, conhecido como Jean do 18, que teria sido responsável pela cobrança.