PM mostrou que não tem “insurgentes”, dizem comandantes após 7 de setembro

Comandantes de polícias militares afirmaram que não registraram agentes da ativa nas manifestações a favor do governo Jair Bolsonaro nesta terça-feira (7)

Comandantes das polícias militares acompanharam participação de agentes nos atos de terça-feira (7)
Comandantes das polícias militares acompanharam participação de agentes nos atos de terça-feira (7) Marcos Corrêa/PR/Divulgação

Leandro Resende

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Comandantes de polícias militares não registraram agentes da ativa nas manifestações a favor do governo Jair Bolsonaro nesta terça-feira (7), no feriado da Independência.

O temor foi manifestado no mês passado em reunião do Fórum de Governadores e motivou uma série de apurações e inquéritos abertos por Ministérios Públicos em todo o Brasil para medir a adesão dos policiais, sobretudo os da ativa, aos atos de terça-feira.

O tema foi acompanhado de perto pelos comandantes-gerais das corporações em reuniões online ontem e na manhã desta quarta-feira (8).

Veja imagens das manifestações de 7 de setembro pelo país:

Avaliação dos comandantes

A avaliação é de que os atos transcorreram de forma pacífica, sem registros de maiores confusões na maior parte do país e nem de conflitos entre manifestantes pró e contra Jair Bolsonaro (sem partido).

Porta-voz do grupo, o coronel Euller de Assis, que preside o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares, reafirmou que de fato havia preocupação com a adesão dos PMs, mas que o monitoramento dos atos em todo o país mostrou que a corporação “não tem insurgentes”.

“Não tivemos policiais fardados participando de eventos, nem falando, nem conduzindo faixa. Havia uma grande desconfiança com relação aos PMs, e o que se viu foi o respeito à Constituição e aos governadores”, afirmou Euller, que é o comandante-geral da Polícia da Paraíba.

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