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    PM passará a usar câmeras de reconhecimento facial no Réveillon em Copacabana

    Polícia Militar diz que tecnologia será instalada posteriormente em toda a orla da cidade

    Policiamento na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro
    Policiamento na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro PMERJ/Divulgação

    Carolina Figueiredoda CNN

    O projeto da Polícia Militar do Rio de Janeiro de utilizar câmeras com reconhecimento facial para combater a criminalidade deve começar a funcionar em Copacabana, na zona sul da cidade, no Réveillon deste ano. O tradicional bairro carioca vive uma onda de violência, com registros de furtos violentos e ações de justiceiros.

    Segundo a corporação, essa será a primeira etapa de implantação do ‘Programa de Videomonitoramento Urbano’ do estado, que consiste na instalação de câmeras com software de reconhecimento facial em toda a orla, do Leme à Pedra de Guaratiba, e nas principais vias expressas e túneis, que ainda devem contar com software de leitura das placas dos carros.

    O valor estimado de investimento na nova tecnologia é de R$ 84 milhões. O principal objetivo das câmeras é reconhecer — e avisar à polícia — sobre a presença de pessoas com mandados de prisão em aberto nos locais monitorados.

    Por outro lado, o uso dessa ferramenta no âmbito da segurança pública é questionado. Em São Paulo, o Ministério Público pediu a suspensão do Programa Smart Sampa, que previa a instalação de câmeras para essa finalidade, após um pedido de vereadoras da capital apontar que especialistas concluíram que a tecnologia possuía caráter discriminatório, uma vez que pesquisas apontaram que, em outras localidades brasileiras onde foi implantada, 90,5% das pessoas presas usando o reconhecimento facial eram negras.

    A PM do Rio já possui o programa 190 Integrado, onde câmeras de instituições públicas, privadas e de pessoas físicas enviam imagens e sinais para o Centro Integrado de Comando e Controle da corporação.

    De acordo com os dados, já existem mais de 200 mil equipamentos destes funcionando no estado. Para participar, é preciso que a empresa ou a pessoa faça um cadastro e tenha bom sinal de internet e sistema com capacidade de armazenamento de imagens durante 30 dias.

    “Para a Polícia Militar, quanto maior o número de equipamentos cadastrados, melhor para a Corporação, que terá sua capacidade de monitoramento ampliada, e para sociedade, que passa a contar com um serviço de segurança mais qualificado”, diz a PM em nota.

    Onda de violência em Copacabana

    O governo do Rio anunciou, nesta quarta-feira (6), que vai aprimorar as ações de segurança no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio, após os recentes episódios de violência. Moradores do bairro se uniram e criaram grupos de justiceiros, que saem às ruas caçando ladrões, após um empresário de 67 anos ser nocauteado, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, ao tentar defender uma mulher que era vítima de um arrastão.

    Segundo a administração, uma das principais medidas será a instalação de um corredor de segurança na região. As viaturas da corporação serão distribuídas das 18h às 23h ao longo da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das principais vias do bairro. Após às 23h, o corredor de viaturas será reposicionado ao longo da Avenida Atlântica, na orla de Copacabana. A intenção é melhorar a segurança de moradores e turistas que frequentam o calçadão e os quiosques.

    Além do corredor, a Polícia Militar anunciou melhor distribuição do policiamento, de forma geral, além de intensificação das abordagens.