Polícia apreende mais de oito mil litros de azeite suspeito de adulteração no ES
Fabricante não possuía autorização do Ministério da Agricultura para comercializar o produto
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) apreendeu 1.692 galões de azeite, totalizando mais de oito mil litros, em uma operação realizada na quinta-feira (7).
Amostras foram coletadas para análise, pois há suspeita de que o produto seja óleo misto, já que o fabricante não possuía autorização do Ministério da Agricultura para comercializar azeite.
Segundo a PCES, a ação teve como objetivo combater o comércio clandestino de azeites.

O delegado Eduardo Passamani, titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, informou que as operações estão sendo intensificadas no fim do ano.
Neste período, o consumo de azeite aumenta devido às festas, e com a alta dos preços, "a fraude se torna um negócio atrativo", afirmou o delegado.
Como identificar a procedência do azeite?
O delegado Eduardo Passamani orienta os consumidores sobre como identificar azeites irregulares:
- Acesse o site do Ministério da Agricultura para verificar se o fabricante tem autorização para comercializar azeite.
- Atente-se ao preço e à embalagem, desconfie de valores muito baixos.
- Verifique a origem do produto e se há informações completas sobre o fabricante.
Eduardo Passamani também alerta para as promoções nos supermercados.
Quando há uma oferta, o desconto é muito grande? Quando o preço é baixo demais, é bom desconfiar. Não existe milagre.
Outras apreensões de produtos no estado
No dia 21 de outubro, A Polícia Civil do Espírito Santo apreendeu 227 caixas de sabão em pó e 355 garrafas de azeite durante uma operação contra falsificação.
Além da apreensão dos sabões, a corporação recolheu 355 garrafas de azeite fraudado durante uma operação em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Anterior a isso, no dia 3 de outubro, houve a apreensão de 428 garrafas de azeite que eram vendidas em supermercados de Cariacica e Vila Velha.
Proibição de marcas de azeite
Também em 21 de outubro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu a comercialização de 12 marcas de azeite de oliva por fraude.
Segundo a pasta, análises detectaram a presença de outros óleos vegetais não identificados na composição dos azeites, que os tornam impróprios para o consumo.
A comercialização desses produtos configura uma infração grave e estabelecimentos que continuarem a vendê-los poderão ser responsabilizados.


