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    Polícia Civil desarticula organização que falsificava documentos para emissão de vistos

    Investigações foram iniciadas no mês passado, a partir de denúncias feitas por embaixadas sobre o possível uso de documentos falsos em processos de emissão de vistos

    Investigações sobre documentos falsos começaram depois de denúncias feitas por embaixadas
    Investigações sobre documentos falsos começaram depois de denúncias feitas por embaixadas Polícia Civil do Distrito Federak

    Vianey Bentesda CNN

    Em Brasília

    A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quarta-feira (8) uma operação para desarticular um grupo especializado na produção de documentos falsos, que eram usados na emissão de vistos em embaixadas de vários países.

    A chamada operação Medius – ou intermediário em latim – está cumprindo dois mandados de busca e apreensão: um em uma residência, e outro em uma agência de turismo em Guarulhos, no estado de São Paulo. Esta ação conta com o apoio da Polícia Civil paulistana.

    As investigações foram iniciadas no mês passado, a partir de denúncias feitas por embaixadas sobre o possível uso de documentos falsos em processos de emissão de vistos.

    Oito pessoas foram flagradas e autuadas requerendo vistos de entrada e permanência em outros países utilizando documentos falsos.

    A Polícia Civil do DF apontou que os suspeitos contrataram uma agência de turismo em São Paulo pelo valor de, em média, R$ 30 mil, para auxiliar no preenchimento dos formulários, agendamentos e fornecimento dos documentos falsos – como comprovantes de vínculos empregatícios, declarações de impostos de renda, extratos bancários e comprovantes de residência.

    Eles responderão pelo crime de uso de documentos falsos. Outros membros do grupo também responderão pelos crimes de falsificação de documentos e associação criminosa.

    Segundo o delegado da Polícia Civil do DF Wisllei Salomão, “existe a suspeita de que pelo menos quatro envolvidos no crime estão atuando desde 2018, fornecendo documentos falsos para pessoas de vários estados”. Ele acrescentou que as investigações ainda estão em curso com o auxílio das embaixadas, e que vistos já concedidos que forem considerados ilegais podem ser cancelados, forçando os portadores a retornar ao Brasil.