Polícia identifica mais uma vítima da tragédia de Brumadinho

Mulher, de 49 anos à época, foi a 264ª a ser reconhecida; número de desaparecidos cai para seis

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais identificam estrutura óssea de um corpo na região da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais identificam estrutura óssea de um corpo na região da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Vinícius Tadeuda CNN

São Paulo

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A Polícia Civil de Minas Gerais identificou, nesta quarta-feira (29), mais uma vítima da tragédia do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Lecilda de Oliveira tinha 49 anos à época do desastre e foi reconhecida por meio de exames de DNA.

A mulher trabalhava como analista de operação da Vale e foi a 264ª vítima identificada. A localização do corpo foi feita pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e em seguida passou por análise no Instituto Médico de Legal em Belo Horizonte no dia primeiro de setembro.

“Importante dizer que é um processo meticuloso, em que geralmente traçamos no mínimo dois perfis genéticos para que tenhamos confiabilidade no resultado final”, disse o perito criminal Higgor Dornelas, chefe do Laboratório de DNA do Instituto de Criminalística.

A vítima foi identificada mais de dois anos e onze meses após o rompimento da barragem, que em janeiro de 2019 tirou a vida de 272 pessoas. A maior parte das vítimas eram trabalhadoras da Vale e moradores da região. O desastre ainda causou uma série de impactos ambientais e econômicos na bacia do Rio Paraopeba e em outros pontos de Minas Gerais.

A missão de localização, resgate e identificação das vítimas já leva 1.071 dias e ainda busca por mais seis desaparecidos. Em nota, o corpo de bombeiros afirmou que a “maior operação de busca e salvamento da história permanece como símbolo da resignação e do compromisso do CBMMG com as famílias e com a população mineira”.

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