Polícia identifica todos os 10 mortos em desabamento de rocha em Capitólio

Polícia Civil de Minas Gerais trabalhou em conjunto com a Polícia Federal na identificação dos corpos; bombeiros seguem em operação de busca no cânion

Carolina FigueiredoLéo Lopesda CNN

em São Paulo

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A Polícia Civil de Minas Gerais já identificou todas as 10 vítimas que morreram após o desabamento de uma rocha em um cânion no município de Capitólio, Minas Gerais, no último sábado (8).

As vítimas identificadas nesta segunda-feira (10) são:

  • Geovany Gabriel Oliveira da Silva (14), natural de Alfenas/MG;
  • Geovany Teixeira da Silva (38), natural de Itaú de Minas/MG;
  • Tiago Teixeira da Silva Nascimento (35), natural de Passos/MG;
  • Rodrigo Alves dos Anjos (40), natural de Betim/MG;
  • Carmem Pinheiro da Silva (43), natural de Cajamar (SP).

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identifica a última vítima do acidente em Capitólio, no sudoeste do estado, sendo todos os 10 corpos identificados por meio da datiloscopia. A equipe da PCMG atuou na identificação de sete vítimas e contou com o apoio da Polícia Federal na identificação de outras três vítimas”, escreveu a PCMG no Twitter.

Os policiais já tinham identificado outras cinco vítimas na noite de domingo (9). O acidente deixou, além de 10 mortos, 32 pessoas feridas, de acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

“O trabalho conjunto das equipes da PCMG continua para identificação de todas as vítimas e retirada dos corpos pelos familiares”, informou a Polícia Civil em nota.

As 10 pessoas que morreram estavam a bordo da mesma lancha, chamada “Jesus”, que foi a principal atingida pela rocha que desabou. “Os ocupantes se conheciam e estavam hospedados em uma pousada em São José da Barra”, disse o delegado regional de Passos, Marcos Pimenta, na noite de domingo (9).

O médico-legista Marcos Amaral afirmou que o “trauma de altíssima energia” provocado pela queda do bloco dificultou a identificação dos corpos. Alguns deles, inclusive, estavam segmentados. A Polícia Civil diz que, devido à situação dos cadáveres, estão sendo aplicados os protocolos adotados no caso das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho, que ocorreu em 2019.

“As identificações podem ser feitas por DNA, comparação de radiografias e arcada dentária e por digitais”, explica o médico-legista. Ele informa que a coleta de impressões digitais foi feita e encaminhada ao Instituto de Identificação para análise. A Polícia Federal também auxilia nesse trabalho. “Todos os esforços estão sendo feitos para agilizar a identificação e liberação dos corpos”, finaliza.

Foi criada uma força-tarefa para auxiliar nas investigações, composta por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Marinha.

O sargento da Defesa Civil de Minas Gerais Wander Silva afirmou que as responsabilidades serão verificadas, mas que “esse não é o momento.” Segundo ele, a prioridade é dar suporte às famílias das vítimas e buscar desaparecidos.

Em entrevista à CNN, o prefeito de Capitólio, Cristiano Silva (PP), disse que “querer apontar um culpado agora é injustiça”, e tratou o episódio como uma fatalidade inédita para a região.

Veja quem são as vítimas:

  • Júlio Borges Antunes (68), natural de Alpinópolis (MG)
  • Camila Silva Machado (18), natural de Paulínia (SP)
  • Mykon Douglas de Osti (24), natural de Campinas (SP)
  • Sebastião Teixeira da Silva (64), natural de Anhumas (SP)
  • Marlene Augusta Teixeira da Silva (57), natural de Itaú de Minas (MG)
  • Geovany Gabriel Oliveira da Silva (14), natural de Alfenas/MG;
  • Geovany Teixeira da Silva (38), natural de Itaú de Minas/MG;
  • Tiago Teixeira da Silva Nascimento (35), natural de Passos/MG;
  • Rodrigo Alves dos Anjos (40), natural de Betim/MG;
  • Carmem Pinheiro da Silva (43), natural de Cajamar (SP).

Veja imagens do desabamento em Capitólio

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