Piloto e grupo de familiares estão entre as vítimas em Capitólio, diz delegado

Autoridades devem discutir normas técnicas sobre futuras excursões na segunda-feira (10)

Ingrid Oliveirada CNN

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O delegado regional de Passos, Marcos Pimenta, de Minas Gerais, disse em entrevista coletiva neste domingo (09) que dez pessoas morreram no desabamento de um paredão de rocha em Capitólio (MG). E, que no momento, a polícia têm um reconhecimento precário dos corpos. “Tudo está sendo feito com fragmentos corpóreos, como objetos, tatuagens, anéis. Contudo, a perícia irá “robustecer esses indícios para ter uma confirmação oficial”, comenta.

“O piloto já foi identificado, também um avô, uma avó, o pai e um adolescente de 14 anos. Todos se conheciam, eles estavam num ambiente em comum”, disse o delegado.

“Havia um casal do estado de São Paulo, e numa fatalidade, caiu a pedra em cima deles, de uma maneira feroz.”

Antes de saírem para o passeio, o delegado disse que o dono da lancha tirou uma foto. “E essa foto está nos auxiliando no reconhecimento das vítimas.”

Ele explica que a identificação das vítimas não é uma perícia fácil de fazer, algo rotineiro. “A gente não pode acelerar mais do que a gente está fazendo”, disse.

Ele informa uma vítima já foi identificada, um homem de 68 anos. A Polícia Federal disponibilizou o instituto de identificações.

O delegado afirma que o Corpo de Bombeiros, a Polícia e a Defesa Civil estão trabalhando para identificar os corpos e depois, com cautela, responsabilizar os possíveis culpados.

“A princípio queremos identificar e acalmar essas famílias”, disse.

Questionado sobre futuras excursões ao local, Pimenta disse que “a Defesa Civil que vai falar se vai liberar a área ou não e as prefeituras também. Nós iremos dar todo apoio aos municípios da região.”

O sargento Wander Silva, da Defesa Civil de MG, disse à imprensa que haverá uma nova reunião com os prefeitos e agentes para estabelecer normas que possam manter a segurança dos turistas da região.

Chegou a dez o número de mortos no desabamento de uma rocha sobre lanchas em um cânion do Lago de Furnas na cidade de Capitólio, em Minas Gerais.

Quando questionado sobre os possíveis responsáveis do ocorrido, o sargento disse que esse não é o momento de pensar nisso. “Seria leviano da minha parte falar. Mas será verificado posteriormente.”

Segundo ele, as equipes estão preocupadas em terminar as buscas. “Eu creio que até achar todos os fragmentos, as operações irão continuar.”

Já o prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo, disse estar transtornado com o desastre.

Ele começou a entrevista agradecendo as pessoas que ajudaram para que esse desastre não fosse maior — marinheiros que voltaram para salvar as outras vítimas e voluntários.

Cristiano decretou luto de três dias no município “em solidariedade às pessoas que trabalham e vivem nesta região e principalmente às vítimas.”

O prefeito também falou que há uma lei que regulamenta a permanência na região dos cânions. E as revisões de “todos os pontos estão sendo trabalhados pela Marinha”.

Segundo ele, olhar para dentro de uma tragédia e fazer um questionamento sobre o culpado da queda da parede, não seria virtuoso.

Questionado sobre o que pode ter causado o acidente, o prefeito falou que em relação à análise geológica, isso foi muito bem comentado sobre as trombas d’água. Contudo, “isso será feito através de um estudo técnico.”

Cristiano Geraldo manteve o discurso de outras autoridades e disse que “a preocupação é atender a família das vítimas, as pessoas que se acidentaram e viveram aquilo no momento.”

Prefeito de São José da Barra

O prefeito de São José da Barra, Serginho (PSB), disse na coletiva que a cidade está abalada. “Perdemos três entes queridos. Vidas que importam muito para nós. Mas nós temos que enfrentar.”

O prefeito agradeceu aos órgãos que estão auxiliando no resgate às vítimas.

Segundo ele, no hospital de São José da Barra, na tarde de ontem, passaram sete feridos. Alguns ficaram internados, outros tiveram que ser encaminhados à Santa Casa de Misericórdia da região de Passos.

“Eu estive no local, e nós temos que valorizar muito os órgãos de busca e resgate. Eu estive no local, muito triste. Muito triste mesmo!”

 

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