Polícia investiga vereador do RJ baleado por envolvimento com a milícia

Zico Bacana foi citado em relatório da CPI das milícias, em 2008, mas não foi indiciado nem se tornou alvo de investigação

Leandro Resendeda CNN

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A Polícia Civil abriu investigação para apurar o envolvimento do vereador carioca Zico Bacana (Podemos) com uma milícia que atua na capital fluminense. Ele é candidato à reeleição e foi um dos sete políticos baleados no Rio de Janeiro em 2020 – no começo deste mês, ele levou um tiro de raspão na cabeça durante uma ação de campanha na Zona Norte. A investigação foi aberta após o episódio, e colocou Zico Bacana em uma lista que tem ao todo 12 inquéritos abertos contra políticos e cabos eleitorais por suspeita de envolvimento com a milícia no Rio de Janeiro. 

Candidato à reeleição neste ano, Zico Bacana foi um dos citados no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a atuação de milícias no Rio em 2008 –  o atual parlamentar, que é policial militar, integraria um grupo com atuação em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, ele não foi indiciado pela CPI e nem se tornou alvo de investigação. 

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A Polícia Civil montou uma força tarefa há cerca de um mês e meio para investigar o avanço das milícias no estado. Com cerca de 300 agentes envolvidos nas ações, o grupo passou a olhar, como prioridade, para a relação entre os criminosos e as eleições municipais deste ano. Até agora já foram abertos 12 investigações para apurar influência dos grupos sobre a realização de campanhas eleitorais e indícios de acordos entre milicianos e parlamentares. 

Levantamento da plataforma Fogo Cruzado revelou que 46 políticos foram baleados no Rio de Janeiro desde 2016 – desses, 38 morreram. Neste ano foram 7 casos de políticos alvo de tiros no estado – a polícia os investiga, incluindo o episódio de Zico Bacana. Até agora, as investigações revelaram que apenas um dos 7 casos tem relação comprovada entre crime e exercício de atividade política: um pré-candidato a vereador assassinado em Araruama, na Região dos Lagos, em maio. Os outros casos seguem em apuração.

 

 

 

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