Posição na aeronave e celular no bolso ajudam a identificar vítimas em Vinhedo

Corpos são encaminhados ao IML Central, na capital paulista

Bruno Laforé, da CNN
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Em entrevista coletiva concedida na manhã deste sábado (10), no local da queda da aeronave da Voepass, o capitão Maycon Cristo, do Corpo de Bombeiros, relatou como é realizado o trabalho de resgate dos corpos e a identificação das vítima do acidente.

Segundo ele, a posição em que estavam sentados na aeronave e objetos pessoais, principalmente celulares, que puderam ser localizados nos bolsos de calças, estão ajudando na identificação dos corpos.

O capitão explicou que os trabalhos iniciam com a retirada de partes da fuselagem do avião. Algumas podem ser removidas pelos próprios bombeiros. As mais pesadas necessitam do auxílio de equipamentos, como guinchos.

O resgate está ocorrendo a partir da parte dianteira da aeronave, sequencialmente, até as fileiras traseiras. De acordo com o porta-voz dos bombeiros, a parte frontal ficou menos danificada após a queda e foi menos atingida pelo incêndio que se iniciou com a colisão.

Assim que os bombeiros conseguem localizar um corpo, funcionários do Instituto Médico Legal agem para iniciar a coleta de materiais que possa contribuir com a identificação. Depois disso, o cadáver é removido e encaminhado ao IML no centro da capital paulista.

Ainda segundo o capitão, todas as vítimas encontram-se numa posição que indicam que estavam sentadas nos respectivos assentos, apesar dos deslocamentos decorrentes da dinâmica da queda e do impacto da batida.

O acidente

Clique aqui para ver quem são as 62 pessoas que morreram no acidente – sendo 58 passageiros e quatro tripulantes. Inicialmente, a Voepass informou que 62 pessoas estavam a bordo. Posteriormente, passou a divulgar a lista com 61 ocupantes. Neste sábado (10), a companhia voltou a informar que 62 pessoas morreram na queda do avião em Vinhedo (SP).