Precarização e politização desafiam PMs em meio à pandemia

Da CNN, em São Paulo

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Desde o último domingo (28), um clima de tensão paira sobre a Polícia Militar da Bahia. O estopim das manifestações e ameaças de motim foi a morte do policial militar Wesley Góes por agentes do Bope no Farol da Barra, em Salvador. Góes chegou à capital da Bahia naquela tarde, carregando um fuzil, com o rosto pintado e em aparente surto psicótico. Depois de três horas de negociação, abriu fogo contra os agentes, que reagiram. Ele acabou baleado e morto.

Embora a Secretaria de Segurança do estado afirme que as causas do surto do soldado são desconhecidas, uma narrativa paralela foi alimentada nas redes sociais. Deputados bolsonaristas como Bia Kicis (PSL-DF) e Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) sugeriram que a causa da revolta de Wesley Góes foram as medidas restritivas impostas pelo governador Rui Costa (PT-BA) e insuflaram reações da Polícia Militar.

As manifestações que se seguiram, no entanto, levantaram outras bandeiras além dessas: os PMs falaram sobre as más condições de trabalho na pandemia e sobre o desgaste emocional que não se resume a esse cenário. Um estudo de 2019, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que mais policiais morrem por suicídio do que em confrontos no país.

Neste episódio do E Tem Mais, Monalisa Perrone retoma o caso do policial morto no último domingo (28), na Bahia, e fala sobre os maiores problemas e desafios da Polícia Militar.  A socióloga Ludmila Ribeiro, professora e pesquisadora no Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG, explica porque a saúde mental ainda é um tabu nas forças policiais e debate os perigos da politização da PM e do Exército.

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