Prefeito de Florianópolis espera que visita de Bolsonaro agilize ajuda à SC

Em entrevista à CNN, Gean Loureiro diz que presidente colocou à disposição recursos da Defesa Civil para ajudar estado após devastação de fenômeno climático

Murillo Ferrari,

da CNN, em São Paulo

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O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), afirmou, neste sábado (4), esperar que a visita e o sobrevoo feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) às regiões atingidas pelo “ciclone bomba” possam ajudar no trâmite dos processos para liberação de ajuda à Santa Catarina.

“A visita traz uma expectativa de mais agilidade no trâmite dos processos da Secretaria Nacional de Defesa Civil”, disse Loureiro em entrevista à CNN. “O diagnóstico levantado e a manifestação do presidente foi no sentido de deixar à disposição recursos – a gente ainda não sabe quanto, mas sabe que existe recursos da defesa civil para isso.”

Loureiro afirmou, no entanto, que ainda não é possível saber o tamanho desta ajuda já que o estado ainda não terminou o diagnóstico de todos os danos causados pelo fenômeno climático.

“Dos 295 municípios catarinenses, 180 foram atingidos e toda essa organização é complexa, mas a expectativa do governo estadual é fazer esse levantamento hoje e ter auxílio dos técnicos de secretaria nacional de defesa civil.”

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Em relação a Florianópolis, ele informou que os fortes ventos do ciclone derrubaram mais de 300 árvores e danificaram, total ou parcialmente, ao menos 20 escolas e 2 unidades de saúde 2 mil residências e estabelecimentos comerciais.

“O pedido maior [neste momento] é de telhas porque houve um destelhamento muito grande em função da violência dos ventos.”

Loureiro afirmou ainda que como praticamente o estado todo foi atingido pelo ciclone, há áreas com mais danos ao setor industrial, outras em que a área de serviços foi mais atingida e também locais, como Florianópolis, com danos principalmente em áreas residenciais.

“Não se tem ainda um cálculo exato desse prejuízo porque o governo de estado precisa dessa alimentação (de dados) de todos municípios para aí fazer um encaminhamento oficial. Mas é preciso verificar o que pode ter o auxílio do governo federal, em danos ao patrimônio público.”

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