O que é um ‘ciclone bomba’, que está causando estragos no Sul do país

Milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica e ao menos sete morreram na região

Jéssica Otoboni, da CNN, em São Paulo
01 de julho de 2020 às 09:49 | Atualizado 01 de julho de 2020 às 10:10
Galpão destruído por passagem de "ciclone bomba" no município de Palmitos (SC)
Galpão destruído por passagem de "ciclone bomba" no município de Palmitos, em Santa Catarina
Foto: Divulgação / Defesa Civil de Santa Catarina

Um fenômeno chamado “ciclone bomba” causou diversos estragos no Sul do país na noite dessa terça-feira (30), além de matar ao menos dez pessoas. Ainda nesta quarta (1º), os efeitos dele podem atingir estados do Sudeste e chegar até mesmo na Bahia, segundo a Marinha.

Ciclone é um termo genérico usado para descrever o fenômeno que se forma a partir de um sistema de baixa pressão (quando há muitas nuvens e chuvas), em regiões tropicais e subtropicais.

Já o “ciclone bomba” é formado quando há uma queda expressiva da pressão atmosférica em um intervalo de 24 horas. De acordo com o Climatempo, o fenômeno causa ventos muito fortes e acaba deixando o mar mais agitado, já que nessa situação há menos força do ar sobre a superfície da água, elevando a altura das ondas e o risco de ressaca.

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Apesar de assustar a população com a força dos ventos, a ocorrência é "relativamente comum" para esta época, segundo o meteorologista do Climatempo André Madeira. "São relativamente comuns nesta época do ano, e ocorrem aqui, no litoral do país, na região Sul, principalmente entre maio e setembro. São áreas de baixa pressão que, geralmente, se formam associados à uma frente fria", disse ele.

Segundo o Climatempo, a previsão para esta quarta (1º) é que a pressão do ar caia ainda mais e os ventos cheguem a 80 km/h na região Sul, e até 100 km/h em algumas cidades do sul e do leste do Rio Grande do Sul.

Em Santa Catarina, a Defesa Civil informou que ainda deve haver fortes rajadas de vento, de mais de 100 km/h durante a tarde. O mar continua agitado e pode ter ondas que superem quatro metros de altura. Após passagem do ciclone, uma onda de frio vai derrubar as temperaturas máximas e mínimas no estado até sábado (4).

A cidade de São Paulo amanheceu com temperaturas amenas nesta quarta e o dia deve seguir nublado, de acordo com informações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de SP. Na quinta, o ar seco de origem polar ganha força e os termômetros podem cair a 8ºC durante a manhã.