Prefeitos da Baixada Santista contestam classificação vermelha em plano estadual

Região aguarda resposta do governo do estado para ser classificada como "bandeira laranja", que permite reabertura gradual da economia em 1º de junho

Comércio permanece fechado em Santos, SP, desde março
Comércio permanece fechado em Santos, SP, desde março Foto: Marcelo Martins / Prefeitura de Santos

Da CNN, em São Paulo

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Os prefeitos das nove cidades que representam a Baixada Santista decidiram contestar a classificação “vermelha” da região em plano de retomada econômico do estado de São Paulo, apresentado nesta quarta-feira (27) pelo governador João Doria (PSDB). O Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) aguarda um retorno do governo estadual. 

O objetivo dos prefeitos da Baixada Santista é que a região passe a ser considerada “bandeira laranja”, o que permite a reabertura gradual de algumas atividades econômicas na próxima segunda-feira (1). Enquanto a região continuar classificada como vermelha, o período de isolamento social prossegue com as mesmas regras de distanciamento social aplicadas até o momento. 

O prefeito de Santos e presidente do Condesb, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), afirmou que participou de reuniões com membros do governo estadual, ainda na noite de quarta-feira (27). 

“Estamos dialogando com o Estado e pleiteando uma revisão desse estudo, com correção desses equívocos. Temos um dos maiores percentuais de testagem do Brasil. Não se pode punir os municípios que fazem o trabalho correto. À medida que testamos, temos mais casos e óbitos confirmados”, disse o prefeito de Santos.

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Pelo programa estadual, a Baixada Santista poderá iniciar a flexibilização da quarentena somente na segunda quinzena de junho. “Discordamos dos critérios adotados pelo governo do Estado. Os números apontados não reproduzem a realidade da Baixada Santista. Para estar na zona vermelha, teríamos que ter menos de três leitos de UTI por 100 mil habitantes, mas temos mais de 15. Números de casos e óbitos confirmados também não nos enquadram nessa fase”, afirma Barbosa. 

Grande São Paulo

Prefeitos das cidades de Osasco, Cotia, Cajamar, Itapevi e Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo também contestam o novo modelo de flexibilização adotado pelo governo estadual. 

Municípios da região metropolitana, Baixada Santista e Registro foram incluídos nessa etapa, com exceção da capital paulista. A cidade que é a que mais tem casos da Covid-19 no Estado ficou na zona laranja, podendo reabrir, de forma gradual, comércio, shopping, concessionárias, escritórios e atividades imobiliárias. 

O fato causou indignação dos demais prefeitos da região metropolitana, que somam menos casos e condições mais favoráveis, como taxa de isolamento alta e boa capacidade no sistema de saúde. 

 É o caso de Cajamar com 65% da taxa de ocupação dos leitos, 81 casos confirmados de Covid-19 e 21 mortes. O prefeito Danilo Joan diz que não entendeu a mudança de critérios para flexibilização do governo estadual.  “Nós cumprimos todos os requisitos, da noite para o dia mudam, cumprimos a quarentena e fomos punidos”, afirmou.

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