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    Professor preso sob acusação de roubo é solto depois de Justiça atender pedido de defesa em SP

    Advogado apresentou documentos que comprovaram que na hora do crime ao qual foi acusado, professor estava dando aulas a 200 km do local

    Da CNN

    São Paulo

    O professor de educação física, Clayton Ferreira Gomes dos Santos, de 40 anos, que havia sido preso na última terça-feira (16) sob a acusação de roubo, recebeu a liberdade na tarde desta quinta-feira (18).

    O advogado de defesa do professor, Danilo Cavalcanti Reis Claudino, havia impetrado um habeas corpus, pedindo a liberdade do professor na tarde de ontem (17), que foi concedida pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Roberto Porto.

    No documento, o advogado apresentou uma folha de ponto do professor, que mostrava que ele estava dando aulas na data do crime ao qual foi acusado. O crime teria sido cometido em 31 de outubro de 2023, na cidade de Iguape, litoral de São Paulo.

    O ponto, assinado pelo professor, supostamente reconhecido por uma foto mostrada para a vítima durante a investigação da polícia civil sobre o caso, é de uma escola no bairro da Saúde, Zona Sul de São Paulo, a 200 quilômetros do local.

    Na saída do 26° Distrito Policial, onde esteve preso nos últimos dois dias, Santos falou que foi preso quando foi à delegacia para ser ouvido, pois no seu entendimento, não devia nada.

    “De espontânea vontade como eu cheguei lá (na delegacia). E aí quando eu percebi mesmo que eu vi que tinha mais de seis policiais ao meu redor, né? Aí eu pude perceber da realidade o que estava acontecendo, né? Que aí ele falou que tinha um mandado de prisão contra a minha pessoa, né?”, relatou.

    O advogado explicou que o professor havia sido vítima de um furto e que acreditou que iria à delegacia para falar sobre o assunto. “Ele veio acreditando ser uma coisa, porque ele fez uma comunicação de ocorrência onde em que foi vítima de furto em data anterior. Ele veio achando que era isso e aqui fui surpreendido com esse mandado de prisão temporário”, explicou.

    A defesa do professor finalizou informando que entende que não há como cravar se a prisão se deu em decorrência de racismo, mas alega que a prisão com base em reconhecimento fotográfico deve ser corroborada por outros elementos de provas.

    O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Iguape.