Proximidade das eleições e cenário internacional criam clima de incerteza
Thais Herédia e Priscila Yazbek apresentam podcast CNN Money, nas manhãs de segunda a sexta, com balanço dos assuntos que influenciam mercados, finanças e economia
O pano de fundo desta sexta-feira (30) é de incertezas -- no Brasil e no mundo.
A dois dias do primeiro turno das eleições, o agito nos mercados não se dá só pela possibilidade, ainda incerta, de haver uma definição sobre quem será o próximo presidente da República já no domingo, mas também pela política econômica que cada candidato sugere para 2023.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) têm planos de governo distintos, em muitos pontos praticamente opostos. A despeito dessa diferença, a tarefa é a mesma: manter a economia brasileira ancorada no respeito às regras e nos limites da governança pública, com propósitos sensatos e, sobretudo, realistas.
O arcabouço que rege a gestão do setor público, previsto pela Constituição, é o mesmo para ambos os candidatos à frente da disputa. A força que a cadeira presidencial terá vai depender do poder não só do próximo presidente, mas se ele irá compartilhar esse poder com o Congresso Nacional, que tem um papel importante na definição de regras do plano fiscal.
Lá fora, o clima de incerteza é tão imperativo quanto no cenário doméstico. O chamado "coquetel tóxico" -- que une uma bateria de dados de inflação alta em países desenvolvidos, perspectivas de aumento de juros, temores de recessão, riscos geopolíticos e tensões acirradas na Guerra na Ucrânia -- traz um clima de cautela, à medida que os mercados caminham para fechar o mês e o trimestre com as quedas mais acentuadas em muito tempo.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa, cenário possível de se repetir na Europa. A inflação da zona do euro ficou em 10% em setembro, acima da expectativa de 9,7%, trazendo pressão para que o Banco Central Europeu (BCE) eleve a taxa de juros.
Nos Estados Unidos, dados PCE (despesas de consumo pessoal, na sigla em inglês) e do mercado de trabalho estão na mira do Fed para balizamento da política monetária.
Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
*Publicado por Tamara Nassif