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    Representante de cientistas diz que 30 mil pesquisadores esperam verba

    Em entrevista à CNN, vice-presidente falou sobre lei que retirou R$690 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia

    Produzido por Ludmila Candalda CNN em São Paulo

    Oito entidades científicas que compõem a Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento (ICTP) apresentaram ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), um apelo contra uma decisão do governo que realocou verbas que seriam enviadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para 2022.

    Para a vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Fernanda Sobral, os cortes na ciência do país representam a paralisação da pesquisa no Brasil. “O CNPq é o principal órgão de fomento a pesquisa, quando estava para ser votado na comissão mista de orçamento veio uma carta do Ministério da Economia solicitando que 90% fosse desviado para outros fins”, afirmou.

    Fernanda falou sobre a implicação dos cortes no avanço científico no país. “Foram retirados 690 milhões do CNPq e á havia sido lançado o edital que possibilita o financiamento de pesquisas de todas as áreas do conhecimento, inclusive questões emergenciais para o país”, disse.

    A vice-presidente alertou para a situação de pesquisadores que tiveram seus trabalhos paralisados com o corte. “30 mil pesquisadores solicitaram recursos para suas pesquisas e esses recursos foram retirados, bolsas para jovens pesquisadores que estão na universidade enquanto não conseguem se estabilizarem estão suspensas”, afirmou.

    / CNN/Reprodução

    “O Ministério da Economia ainda precisa liberar 2 bilhões, é outra demanda nossa, porque se não for liberado até dezembro nós não vamos conseguir gastar, indo para pagamento da dívida pública”, disse a representante.