Reprodução simulada da morte de jovem grávida será nesta quarta-feira (14)

Kathlen Romeu foi baleada durante confronto entre policiais e criminosos

Modelo e designer de interiores Kathlen Romeu
Modelo e designer de interiores Kathlen Romeu Foto: Reprodução/Instagram (5.jun.2021)

Beatriz Puente*, da CNN, no Rio de Janeiro

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Está marcada para esta quarta-feira (14) a reprodução simulada da morte da jovem Kathlen Romeu, que morreu após ser baleada durante um confronto entre policiais militares e traficantes no Lins, Zona Norte do Rio de Janeiro. A reconstituição pretende descobrir de onde partiu o tiro que matou a jovem de 24 anos.

Segundo o advogado da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) que acompanha o caso, Rodrigo Mondego, há fortes indícios de que o tiro pode ter partido do beco onde estavam os policiais. A Comissão diz que a informação está no laudo cadavérico da jovem. A morte de Kathlen completou um mês na última quinta-feira (8).

Os policiais envolvidos no caso foram intimados a comparecer. A avó, que estava com Kathen no momento em que ela foi baleada, participará da reconstituição. Os pais dela, Luciano e Jaqueline Oliveira, confirmaram à CNN que irão ao local da morte da filha para acompanhar a investigação. Luciano afirmou que a expectativa pelo resultado da reconstituição é por justiça.

“A gente anseia por justiça, que a verdade venha à tona. Por mais que não vá trazer a nossa filha de volta, sendo provado que houve o desastre que houve, as coisas possam mudar”

Luciano Oliveira, pai de Kathlen

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu dois inquéritos sobre o caso. Um apura a morte da jovem. Já o outro pretende descobrir se houve abuso policial dos PMs envolvidos. Avó, mãe e pai já foram ouvidos pelo MPRJ no mês passado.

A PM alega que reagiu ao ataque de bandidos.

Os pais da designer de interiores Kathlen informaram à CNN que vão processar o governo do estado do Rio de Janeiro pela morte da filha. O governo do estado diz que dá assistência à família da jovem e não quis comentar sobre o processo.

*sob supervisão de Helena Vieira

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