Retirada de corpos no Complexo do Salgueiro atrapalha investigação, diz porta-voz da PM

À CNN, o tenente-coronel Ivan Blaz afirmou que houve dois dias de confronto entre policiais e criminosos em São Gonçalo, no Rio de Janeiro

Moradores recolhem corpos na manhã desta segunda-feira (22) no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro
Moradores recolhem corpos na manhã desta segunda-feira (22) no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro José Lucena/Estadão Conteúdo

Amanda GarciaAlessandra Ferreirada CNN

em São Paulo

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A retirada de ao menos oito corpos por moradores no manguezal do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, é uma “falha processual e atrapalha a investigação”, de acordo com o porta-voz da Polícia Militar, o tenente-coronel Ivan Blaz, em entrevista à CNN.

Ele explicou que houve uma ocupação na região, feita pelo batalhão, “para impedir roubo de cargas e veículos por marginais”, mas, de acordo com ele, “houve confronto e resistência à presença policial.”

O porta-voz confirmou a morte de um policial envolvido no confronto. E, a partir disso, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado. “Tivemos dois dias de confronto, a partir da tarde ontem, depois cessou e o Bope saiu da comunidade.”

No entanto, Blaz disse que “principalmente no interior da área de mata, é presumível que haja grande quantidade de homens feridos, visualizamos pela imagem veiculada [dos corpos], a gente já está acostumado a lidar com o desfazimento de locais do crime por ordem do tráfico.”

“Essa facção do Complexo do Salgueiro, por natureza, gosta de atuar dentro da ideia do confronto, do terror, isso dificulta muito a ação policial”, completou.

O próximo passo, agora, é “reocupar a região e abrir as portas para a polícia técnica fazer a perícia.”

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