Rio promove ações em parques e atrações turísticas para pessoas com deficiência

Na praia, projeto facilita acesso e disponibiliza cadeiras anfíbias para cadeirantes

Camille Coutoda CNN*

no Rio de Janeiro

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Com o objetivo de tornar o serviço mais inclusivo, um quiosque localizado no posto 2 da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, passou a disponibilizar neste final de semana cadeiras anfíbias para pessoas com deficiência.

Para atrair e incentivar esse público à prática de esportes, como o surf, o estabelecimento criou um acesso exclusivo para atender os cadeirantes. O serviço foi inaugurado pelo campeão mundial de surf adaptado, Davi Teixeira, de 16 anos, que embarcou, em seguida, para Psimo Beach, na Califórnia, para disputar o campeonato deste ano.

Outras inciativas marcam a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência na cidade maravilhosa.

Entre os dias 6 e 12 de dezembro, o AquaRio, o BioParque e Paineiras Corcovado promovem uma programação especial com lives, visitas sociais e apresentações culturais. Do dia 6 a 10 de dezembro pessoas com deficiência poderão entrar gratuitamente no AquaRio e BioParque, mediante documentação comprobatória.

O intuito do projeto é tornar o turismo ainda mais acessível e promover a educação ambiental para todos os públicos.

“É fundamental que todas as pessoas possam ter a oportunidade de conhecer e se encantar com as maravilhas da natureza. Por isso, é tão importante promovermos a inclusão de pessoas com deficiência”, diz Talita Uzeda, gerente de sustentabilidade do Grupo Cataratas.

Pesquisas alertam para necessidade de projetos para inclusão de pessoas com deficiência

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo IBGE, em 2019, o número de pessoas com dois anos ou mais de idade com deficiência no país era de 17,3 milhões.

Um em cada quatro idosos tinha algum tipo de deficiência, ou seja, quase metade (49,4%) da população com deficiência era idosa. O levantamento também aponta que apenas 25,4% da população com deficiência em idade de trabalhar, ou seja, com 14 anos ou mais de idade, estava ocupada em 2019. O nível de ocupação é ainda menor na população com deficiência mental: 4,7%.

O relatório do Banco Mundial divulgado nesta quinta-feira (2) abordou as barreiras físicas e jurídicas enfrentadas pelas pessoas com deficiências e chama a atenção para a necessidade de novos esforços de inclusão desse grupo.

No estudo intitulado como “A Inclusão de Pessoas com Deficiências na América Latina e no Caribe: Um Caminho para o Desenvolvimento Sustentável” apontou que exclusão de pessoas com deficiências do mercado de trabalho e da educação pode representar uma perda de cerca de 3 a 7% do PIB de um país.

“As pessoas com deficiências devem ser capazes de participar integralmente da vida pública sem sofrer discriminação ou marginalização nas escolas ou locais de trabalho. Além disso, elas devem conseguir ser incluídas e ter dignidade e oportunidades na vida e, desta maneira, estar aptas a contribuir para a reconstrução de nossos países”, disse Carlos Felipe Jaramillo, vice-presidente do Banco Mundial para a região da América Latina e do Caribe.

*Com informações da Adriana Freitas, da CNN

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