RJ: Com fiscalização da prefeitura, roda de samba na Pedra do Sal fica vazia

Cerca de 70 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Guarda Municipal e da Polícia Militar ocuparam trechos estratégicos na segunda-feira (25)

Thayana Araujo, da CNN, no Rio de Janeiro  

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A prefeitura do Rio de Janeiro fez na noite de segunda-feira (25) uma operação onde acontece a Roda de Samba da Pedra do Sal, no bairro da Saúde, na Zona Portuária da cidade com objetivo prevenir e fiscalizar aglomerações no tradicional ponto de concentração de público. 

Desde a liberação para o evento em outubro do ano passado, a CNN recebeu inúmeros registros de festas com aglomeração e desrespeito aos protocolos sanitários como uso de máscaras e distanciamento.     

Cerca de 70 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Guarda Municipal e da Polícia Militar ocuparam trechos estratégicos desde às 18h de segunda (25). A ação inibiu o movimento e a realização de eventos na área. As equipes permaneceram na Pedra do Sal até a madrugada desta terça-feira (26).

Durante a ação, dois depósitos clandestinos de bebidas foram interditados e dois bares foram multados por servir clientes em pé e por falta de licenciamento sanitário. Quatro vendedores ambulantes irregulares foram retirados das ruas e grades foram apreendidas pela Coordenadoria de Controle Urbano. 

Com fiscalização da prefeitura do Rio, roda de samba na Pedra do Sal ficou vazia

Com fiscalização da prefeitura do Rio, roda de samba na Pedra do Sal ficou vazia
Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

O prefeito Eduardo Paes afirmou na sexta-feira (22), durante a divulgação do terceiro Mapa Epidemiológico para a Covid-19, que se as aglomerações continuassem, a Prefeitura poderia tomar medidas mais severas. 

Na mesma ocasião, Paes também disse que impediria eventos às segundas-feiras na Pedra do Sal e que, se fosse preciso, apreenderia as caixas de som do local.

O secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale disse que a ação, por enquanto, teve caráter de prevenção de riscos. 

“Chegamos ao local antes de qualquer movimentação, que geralmente acontece neste dia. O objetivo foi fazer uma ocupação pacífica e tranquila do espaço, buscando diálogo e a prevenção ao invés da repressão. A ação é baseada na inteligência, em dados e evidências. Em paralelo, estamos dialogando com as pessoas que trabalham no evento e que também precisam sobreviver nesse momento de pandemia. A Prefeitura pede encarecidamente que a população colabore cumprindo as medidas sanitárias”, orientou.

Em dez dias, 36 bairros do Rio de Janeiro passaram por fiscalização da prefeitura. Foram 242 inspeções em estabelecimentos, 101 infrações sanitárias e 19 interdições. Entre as interdições, oito foram em eventos clandestinos em casas de festas, que teriam um público total estimado de mais de 4,5 mil participantes, e uma em parque de diversão, em Bangu, na tarde da sexta-feira (22).

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