RJ não tem data para desobrigar máscaras em locais fechados, diz secretário

Afirmação do secretário estadual da Saúde acontece dias depois da Prefeitura da capital desobrigar o uso em academias; município voltou atrás

Locais fechados, como academias de ginástica devem manter o uso obrigatório de máscara, diz secretário estadual
Locais fechados, como academias de ginástica devem manter o uso obrigatório de máscara, diz secretário estadual Foto: José Cruz/Agência Brasil

Isabelle Salemeda CNN

No Rio de Janeiro

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O estado do Rio de Janeiro não tem uma data, no curto prazo, para liberar o uso de máscaras de proteção facial em ambiente fechado.

A decisão foi comunicada neste sábado (20) pelo secretário estadual da Saúde Alexandre Chieppe, depois do evento do Ministério da Saúde para promover a campanha de vacinação contra a Covid-19.

“Há uma lei em vigor em que cabe a Secretaria Estadual de Saúde regulamentar essa lei. A regulamentação foi feita na semana retrasada, flexibilizando o uso da máscara em ambiente aberto. Não há previsão, em curtíssimo prazo, de modificação dessa regulamentação”, disse Chieppe.

“Portanto, qualquer decreto ou ato administrativo menos restritivo não tem valor. A gente tem que seguir, hoje, o que preconiza a lei”, enfatizou.

Chieppe, que aproveitou para tomar a dose de reforço, no entanto, lembrou que está em constante contato com o comitê científico e “se houver o entendimento por parte deles, nos vamos seguir. No meu entendimento, hoje ainda não é possível flexibilizar”.

A declaração foi dias depois de a prefeitura da capital fluminense desobrigar o uso de máscara facial nas academias de ginástica, piscinas, centros de treinamentos e de condicionamento físico e pistas de patinação. A medida foi publicada no Diário Oficial na última quarta-feira (17).

No entanto, o decreto do prefeito Eduardo Paes gerou impasse com o governo do estado. A Secretaria de Estado de Saúde (SES), informou que não irá flexibilizar o uso de máscaras em ambientes fechados. No enfrentamento da pandemia vale sempre a norma mais restritiva. Paes, voltou atrás na decisão.

Passaporte da vacina para estrangeiros

Uma preocupação do secretário estadual de saúde é com relação aos grandes eventos. Chieppe afirma que é cedo para avaliar como estará a situação epidemiológica do estado no Réveillon e no Carnaval.

Porém, ele ponderou que, “não adianta o Brasil avançar muito na vacinação e num evento de massa, com turistas internacionais, a gente ter muita gente não vacinada. A decisão do passaporte da vacina vai passar pelo que estará acontecendo no resto do mundo”.

Avanço da vacinação

Hoje, o estado do Rio tem 65% de cobertura vacinal com dose única ou duas doses contra a Covid. São mais de 9,6 milhões de pessoas. Já com a primeira dose, são 12,2 milhões de aplicações. Até agora, 1,4 milhão de pessoas já receberam o reforço.

Segundo Chieppe, parte das doses necessárias para a terceira dose da população já está disponível no almoxarifado da Secretaria Estadual de Saúde ou nos postos. “Obviamente, essa vacinação vai até meados do ano que vem. Com o aporte de vacinas que vem sendo colocado no Rio de Janeiro, a gente não vai ter problema com relação a doses de vacina. Cinco meses após a segunda dose, a pessoa acima de 12 anos já pode tomar a dose de reforço”, explicou o secretário.

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