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    Rodízio em SP será suspenso nesta terça (3) por greve do Metrô e CPTM

    Prefeitura também informou que, por conta da paralisação prevista, foi decretado ponto facultativo e uma operação especial no transporte público por ônibus

    Léo LopesAna Coelhoda CNN em São Paulo

    A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o rodízio na cidade de São Paulo será suspenso durante toda a terça-feira (3) por conta da greve dos metroviários e ferroviários, que deve paralisar linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

    “Continuam valendo normalmente o rodízio de placas para veículos pesados (caminhões) e as demais restrições: Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF); e as proibições de circulação de veículos nas faixas e corredores de ônibus, conforme a sinalização”, afirmou a Prefeitura de São Paulo.

    Segundo o Sindicato dos Metroviários, a greve unificada, que também deve incluir os funcionários da Sabesp, vai acontecer por 24 horas. Uma assembleia acontecerá na noite desta segunda (2), no centro da capital paulista, para organização do movimento.

    A Prefeitura também informou que, por conta da paralisação prevista, foi decretado ponto facultativo e uma operação especial no transporte público por ônibus estará em vigor.

    O funcionamento está mantido para escolas e creches, unidades de saúde, serviços de segurança urbana, assistência social, serviço funerário e outras unidades “cujas atividades não possam sofrer descontinuidade”.

    Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), 100% da frota de ônibus estará em operação ao longo de toda a terça-feira (3).

    “Há um número maior de ônibus nos horários de pico, e no entrepico diminui, mas amanhã será a carga o dia todo”, disse.

    No transporte público, a Justiça determinou a manutenção do transporte sobre trilhos em 100% nos horários de pico e 80% nos demais períodos, além de 85% do contingente da Sabesp, sob pena de multas diárias de até meio milhão de reais aos sindicatos.

    A liberação das catracas foi proibida por decisão judicial pelos altos riscos de tumultos e possíveis acidentes nas estações.

    VÍDEO – Decisão da Justiça que proíbe greve no Metrô de São Paulo chama movimento de “político”

    Governador Tarcísio também determinou ponto facultativo

    O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) também impôs ponto facultativo nas repartições públicas do estado, na capital, nesta terça-feira (3).

    A informação foi confirmada ao analista da CNN Caio Junqueira pela Secretaria de Comunicação do Palácio dos Bandeirantes.

    O objetivo, segundo o governo, é “reduzir os prejuízos à população, garantindo a remarcação de consultas, exames e demais serviços que estavam agendados para a data da greve”.

    O governo garante que as linhas concedidas do metrô e trens vão funcionar normalmente nas Linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda.

    A greve foi aprovada na última terça-feira (26) em assembleia dos Trabalhadores da Sabesp. Está previsto um ato à tarde em frente ao prédio da companhia.

    “A pauta nossa é contra as privatizações. E já há solidariedade para a greve de outras categorias como professores e Correios”, disse à CNN o presidente do Sindicato dos trabalhadores de Água e Esgoto e Meio ambiente do estado de São Paulo, José Faggian.

    “Privatização foi decidida nas urnas”, diz Tarcísio à CNN sobre greve em SP

    Tarcísio considera a greve uma “ação político-ideológica, ilegal e sem reivindicações trabalhistas concretas”.

    “A privatização foi decidida nas urnas”, disse o governador ao analista da CNN Pedro Venceslau.

    Os sindicatos envolvidos defendem também que seja feito um plebiscito para que a população decida sobre o tema.

    “Quem bebe água e usa transporte público tem direito a opinar sobre privatização”, disse a presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, que é filiada ao PSOL.

    “Não se trata de uma greve ideológica. Ela é contra a privatização”, disse a dirigente.