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    Rodízio estará suspenso nesta terça-feira (24) devido à greve na CPTM

    Decisão foi tomada após sindicato dos ferroviários determinar greve, por tempo indeterminado, a partir da meia-noite desta terça-feira

    Rodízio ampliado visa diminuir propagação de coronavírus em São Paulo. 
    Rodízio ampliado visa diminuir propagação de coronavírus em São Paulo.  Foto: Marcello Zambrana/AGIF/Estadão Conteúdo

    João de Marida CNN

    em São Paulo

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    A Prefeitura de São Paulo divulgou, na noite desta segunda-feira (23), que o rodízio de veículos na cidade de São Paulo será suspenso durante toda terça-feira (24), tanto no período da manhã quanto no fim do dia.

    A decisão foi tomada após o sindicato dos ferroviários determinar greve na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a partir da meia-noite desta terça-feira, por tempo indeterminado.

    Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), haverá monitoramento das vias da cidade e implementação de medidas operacionais para melhorar o trânsito nas ruas e avenidas, sobretudo para o deslocamento do transporte público coletivo.

    Greve na CPTM

    Após assembleia-geral nesta segunda-feira (23), o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil determinou greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Segundo a entidade, a paralisação terá início à meia-noite desta terça.

    A decisão ocorreu após audiência de conciliação ocorrida do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), onde as propostas da CPTM foram negadas pelo sindicado, sendo elas o aumento de 4% para a base salarial de março de 2020, com inclusão na folha de pagamento a partir de agosto e pagamento das diferenças salariais anteriores a março/2020, a partir de fevereiro de 2022, em 10 parcelas mensais.

    Para a base salarial de março de 2021, a empresa ofereceu aumento de 6% com pagamento a partir de janeiro de 2022, com as diferenças anteriores a março/2021, sendo pagas a partir de fevereiro de 2022, também em dez parcelas mensais.

    As negociações sobre participações nos lucros seriam abertas em momento apropriado, segundo a empresa do governo paulista, com os sindicatos que representam as demais linhas da companhia.

    A contraproposta do sindicato pedia pagamento das diferenças da base salarial de março/2020 a partir de agosto e para a base salarial de março/2021 em setembro. O pedido não foi aceito pela CPTM.

    CPTM lamenta decisão

    Procurada pela CNN, a CPTM diz que “lamenta a decisão sobre a greve e espera que não haja adesão por parte dos trabalhadores em respeito aos cidadãos que necessitam do transporte. Reforça que há uma decisão da Justiça do Trabalho determinando a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de R$100 mil diários.”

    A empresa ainda diz que irá operar “com um plano de contingência para atender a todos que precisam do transporte, principalmente aos que trabalham em serviços essenciais.”

    (Com informações de Douglas Porto)

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