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    Saiba o que significa a sigla LGBTQIA+ e a importância do termo na inclusão social

    Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado nesta terça-feira (28)

    Parada LGBTQIA+ deve movimentar entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões em 2022, segundo organizadores
    Parada LGBTQIA+ deve movimentar entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões em 2022, segundo organizadores Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Anna Gabriela Costada CNN

    Em São Paulo

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    O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado nesta terça-feira (28), traz reflexões que devem ser pautadas diariamente em nosso cotidiano. Dentre elas, a importância de conhecimento em torno da sigla LGBTQIA+ para a inclusão social e profissional de diversos grupos.

    Na década de 1990, ganhou força a sigla inicial do movimento: GLS. Que englobava gays, lésbicas e simpatizantes. Entretanto, com o passar dos anos, o S foi retirado e a sigla evoluiu de acordo com a necessidade urgente de mais representatividade referentes à opção sexual e identidade de gênero.

    Com isso, LGBTQIA+ se tornou um acrônimo para lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queer, com um sinal “+” para reconhecer as orientações sexuais ilimitadas e identidades de gênero usadas pelos membros dessa comunidade.

    A sigla ainda é difundida de outras formas, com letras a mais ou a menos, e segundo o especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão William Ramos, não há certo ou errado nesta questão.

    “Não tem nenhuma entidade que determina qual é certa e qual é errada. No Brasil, a organização Fórum de Direitos em Empresas LGBTI+ convencionou que nas empresas hoje, no Brasil, está se usando o termo LGBTI+. Mas é uma sigla viva, que muda a cada momento”, disse o especialista.

    “Não é errado falar LGBTQA, LGBTQIA+, LGBTQIAP+, ela varia mesmo de acordo com o interlocutor e de acordo com a geografia de onde você está”, acrescentou Ramos.

    O significado de cada letra

    O Manual de Comunicação LGBTI+, elaborado pela Aliança Nacional LGBTI+ denomina as identificações na sigla da seguinte forma:

    • L (lésbicas): Mulheres que sentem atração afetiva/sexual pelo mesmo gênero, ou seja, outras mulheres;
    • G (gays): Homens que sentem atração afetiva/sexual pelo mesmo gênero, ou seja, outros homens;
    • B (bissexuais): Diz respeito aos homens e mulheres que sentem atração afetivo/sexual pelos gêneros masculino e feminino. Ainda segundo o manifesto, a bissexualidade não tem relação direta com poligamia, promiscuidade, infidelidade ou comportamento sexual inseguro. Esses comportamentos podem ser tidos por quaisquer pessoas, de quaisquer orientações sexuais;
    • T (transgênero): Diferentemente das letras anteriores, o T não se refere a uma orientação sexual, mas à identidades de gênero. Também chamadas de “pessoas trans”, elas podem ser transgênero (homem ou mulher), travesti (identidade feminina) ou pessoa não-binária, que se compreende além da divisão “homem e mulher”;
    • Q (queer): Pessoas ‘queer’ são aquelas que transitam entre as noções de gênero, como é o caso das drag queens. A teoria queer defende que a orientação sexual e identidade de gênero não são resultados da funcionalidade biológica, mas de uma construção social;
    • I (intersexo): A pessoa intersexo está entre o feminino e o masculino. As suas combinações biológicas e desenvolvimento corporal –cromossomos, genitais, hormônios, etc– não se enquadram na norma binária (masculino ou feminino);
    • A (assexual): Assexuais não sentem atração sexual por outras pessoas, independentemente do gênero. Existem diferentes níveis de assexualidade e é comum essas pessoas não verem as relações sexuais humanas como prioridade;
    • +: O símbolo de “mais” no final da sigla aparece para incluir outras identidades de gênero e orientações sexuais que não se encaixam no padrão cis-heteronormativo, mas que não aparecem em destaque antes do símbolo.

    “A partir do momento que damos nome as orientações sexuais e identidades de gênero, damos visibilidade às problemáticas envolvidas com esses grupos e conseguimos pensar em soluções para garantir direitos básicos aos indivíduos pertencentes a esses grupos”, afirma Ramos.

    Confira imagens da parada LGBTQIA+ pelo mundo:

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