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    Saiba quem é o influencer bolsonarista preso em aeroporto enquanto fugia para a Argentina

    Allan Frutuozo foi preso no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, suspeito de envolvimento no ataque contra a sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, em 12 de dezembro do ano passado

    Da CNN

    O influencer digital Allan Frutuozo da Silva foi preso, na quarta-feira (26), no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, enquanto tentava embarcar em um voo para a Argentina.

    Ele é suspeito de participar, divulgar e incentivar o ataque contra a sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, no dia 12 de dezembro do ano passado – episódio que antecedeu os atos criminosos contra as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro.

    Em suas redes sociais, Frutuozo se define como “empresário, jornalista e analista político do Vista Pátria”, site que ele criou.

    Nesta quarta-feira (26), ele chegou a usar suas redes após ser detido por agentes da Polícia Federal, dizendo que estava sendo preso “por ser antidemocrático”. “Parece que realmente vão me recolher”, escreveu em outra postagem.

    Nos dias posteriores aos atos de 8 de janeiro, Frutuozo acumulou publicações “denunciando” a prisão de manifestantes, a quem chamava de “intervencionistas”.

    No Twitter, o influenciador acumula postagens de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    No mês passado, Frutuozo publicou: “Sou fiel ao meu líder Jair Bolsonaro. Não existe substituto. Qualquer um que tentar criar nomes para substituí-lo, sem a sua anuência, está tentando manipular o cenário política por interesses escusos.”

    “Nunca vi um presidente mais amado do que o presidente Bolsonaro. Negar isso é negar a realidade”, escreveu em 30 de abril do ano passado. “Não existe substituto para o presidente Jair Bolsonaro”, disse no dia 22 do mesmo mês.

    Já no Instagram ele demonstrou engajamento com o Partido Liberal (PL), partido de Bolsonaro, convocando seus seguidores a participarem do movimento da juventude do PL. “Faça parte você também”, escreveu.

    A maioria das publicações nas redes do influencer são dedicadas a críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu governo.

    Frutuozo também acumula postagens referenciando o escritor Olavo de Carvalho, morto nos Estados Unidos em janeiro do ano passado. “Ele tinha razão”, publicou, citando uma declaração de Olavo sobre a reforma tributária, por exemplo.

    Influenciador Allan Frutuozo investigado por ataque à PF é preso ao tentar fugir para Argentina
    Influenciador Allan Frutuozo investigado por ataque à PF é preso ao tentar fugir para Argentina / Reprodução

    A prisão do influencer

    Frutuozo foi preso nesta quarta-feira quando tentava embarcar em um voo para a Argentina. Ele foi isolado pelos policiais quando tentava passar pela fila de imigração. Havia um mandado de prisão preventiva expedido contra ele desde dezembro do ano passado, pela Justiça Federal do Distrito Federal.

    Logo depois de ser detido, no começo da tarde, Frutuozo foi levado para uma sala da polícia e começou uma transmissão no YouTube e no Twitter para avisar que estava sendo preso. “Parece que realmente vão me recolher. Não percam a esperança no Brasil”, postou ele no Twitter.

    De acordo com a decisão judicial, Frutuozo é suspeito de associação criminosa e coação no curso do processo. Em vídeos da invasão da PF, ele aparece estimulando outras pessoas, com gritos de “é guerra” e também fala em “guerra contra comunistas”, de acordo com relatório policial.

    “Há nos autos indícios de que Allan não apenas divulgou os atos delituosos, como também conhecia e colaborava com os propósitos do grupo, inclusive no que se refere ao emprego de meios violentos”, diz a decisão que decretou sua prisão.

    Depois de preso, Frutuozo foi levado pelos policiais para a penitenciária de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

    “A defesa técnica de Allan Frutuozo informa que ainda não teve acesso aos autos principais, tão somente soube da decisão do plantão judiciário, que decretou a prisão preventiva do nosso cliente”, disseram os advogados Ronan Alencar e Bruno Moreira. “Estamos atuando para que seja franqueado à defesa todo conteúdo processual, garantindo assim ao nosso cliente os direitos fundamentais à ampla defesa e ao contraditório”, concluiu.

    Publicado por Léo Lopes, com informações de Estadão Conteúdo