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    Saidinhas: AGU e Ministério da Justiça pedem ao CNJ critérios para exame criminológico

    O pedido foi encaminhado nesta segunda-feira (15), após sanção da Lei, com vetos

    Presos em fila para saidinha
    Presos em fila para saidinha Arquivo/Agência Brasil

    Da CNN

    A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentaram ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta segunda-feira (15), um pedido para que o órgão estabeleça critérios para a concessão do benefício da saída temporária de presos em regime semiaberto e para a realização do exame criminológico necessário para a progressão de regime.

    O pedido foi encaminhado após a sanção, com vetos, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da lei que reformou o instituto da saída temporária de presos. A norma aprovada pelo Congresso Nacional revogou o artigo 124 da Lei de Execuções Penais, que fixava critérios para a saída temporária, como o prazo máximo para o benefício e a periodicidade mínima de sua concessão, bem como estabelecia condições como a volta para a casa no período noturno e a proibição de frequentar bares e casas noturnas.

    O entendimento da AGU e do Ministério da Justiça é o de que a revogação da norma pode levar a divergência nos critérios para a concessão do benefício entre as diversas instâncias do Judiciário, gerando insegurança jurídica. Por isso o pedido ao CNJ.

    Sobre o exame criminológico, os órgãos querem que o CNJ estabeleça critérios uniformes para a elaboração, a definição de um prazo razoável para a confecção do exame e a previsão de consequências para eventuais atrasos na sua realização.

    A Lei sancionada estabeleceu a obrigatoriedade do exame criminológico como condição para aferir a baixa periculosidade necessária à progressão de regime. A norma também revogou, no âmbito do regime semiaberto, todas as hipóteses de saída temporária para as pessoas que foram condenadas pela prática de crimes hediondos ou cometidos com violência ou grave ameaça.

    Já a proibição da saída temporária por motivo de visita à família ou participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social, prevista no projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional, foi vetada pelo presidente da República ao sancionar a lei.