São Paulo investirá R$ 200 milhões na recuperação do setor cultural

Antes da pandemia, o estado de São Paulo era responsável por quase metade do PIB gerado pela economia criativa do país

O Masp, a Galeria do Rock e o Mercado Municipal em São Paulo
O Masp, a Galeria do Rock e o Mercado Municipal em São Paulo Foto: Wikicommons

Tainá Falcão,

da CNN, em São Paulo

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O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (11) um investimento recorde de R$ 200 milhões em 9.340 projetos culturais do estado – 12% a mais do que em 2020. A expectativa é movimentar economia em 300 milhões de reais e gerar 138 mil postos de trabalho.

O recurso servirá para custear programas de fomento a cultura já existentes – como Proac Expresso editais; Proac Expresso direto; Proac Lab; além de Juntos pela Cultura – com atuação em diversas áreas: teatro, dança, audiovisual, literatura, música, espetáculos infantis, apresentações físicas e virtuais.

Modernismo Hoje

O secretário da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lançou também a programação Modernismo Hoje – um calendário de atividades para celebrar o centenário da semana de arte moderna de 1922, evento com apresentações de dança, música, poesia, exposições e palestras, no Teatro Municipal de SP, considerado marco do modernismo no Brasil.

As atividades deverão ocorrer entre julho deste ano a dezembro de 2022 e tem o intuito de incentivar programas culturais em instituições do estado e desenvolver parceria com setor do turismo para atrair visitas o durante o período dos eventos.

A programação está disponível no site da Secretaria.

Impactos

A Secretaria de Cultura informou que, antes da pandemia, o estado de São Paulo era responsável por quase metade do PIB gerado pela economia criativa no país e 3,9% do PIB do estado. Além de ser responsável por 1,5 milhão de empregos diretos e um dos dez maiores setores da economia do estado, com geração de 78,35 milhões de reais todos os anos.

Atualmente, o setor cultural é o mais afetado pela crise econômica em razão do coronavírus, com 458 mil postos de trabalhos perdidos e queda de 1,7% do PIB do estado, o equivalente a R$ 34 bilhões.

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