Secretário da Casa Civil do RJ diz que estado trabalha para evitar geosmina em 2022

Promessa se baseia no fato de a companhia estar se preparando para se dedicar exclusivamente à produção da água consumida no estado

Sede da Cedae, no Rio de Janeiro
Sede da Cedae, no Rio de Janeiro Foto: Divulgação/CEDAE

Leandro Resende

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O secretário da Casa Civil do governo do Rio de Janeiro, Nicola Miccione, afirmou à CNN que a população fluminense não irá sofrer com uma nova “crise da geosmina” no próximo verão, ou seja, a água dos fluminenses não terá gosto, cor ou cheiro alterados.

A promessa se baseia no fato de a Companhia Estadual de Águas e Esgotos fluminense (Cedae) estar se preparando para se dedicar exclusivamente à produção da água consumida no estado, uma vez que a empresa concedeu serviços à iniciativa privada após leilão realizado em abril deste ano.

A concessão foi mencionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em discurso na Assembleia-Geral da ONU na última terça-feira (20).

“O maior leilão da história no setor foi realizado em abril, com concessão ao setor privado dos serviços de distribuição de água e esgoto no Rio de Janeiro”, afirmou o presidente.

Os serviços de distribuição de água e coleta de esgoto foram divididos em quatro blocos de cidades e bairros — três foram leiloados e as empresas vencedoras devem assumir integralmente a operação das funções até fevereiro do ano que vem.

Foco na solução do problema

Por conta disso, o secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro acredita que a Cedae poderá se concentrar em resolver o problema da geosmina, composto orgânico que aparece na captação, e responsável por dar gosto de terra e adicionar cor à água consumida pelos cariocas e fluminenses no começo dos anos de 2020 e 2021.

“A Cedae, em nova administração, tem que produzir melhor essa água e a nova gestão tem preocupação com a questão da geosmina. O governo determinou que essa seja a prioridade”, afimou Miccione.

O secretário prevê que em novembro seja realizado o edital do leilão do “bloco 3” da Cedae. Último a ser licitado, compreende 22 bairros da zona oeste da capital fluminense. Agora, Miccione afirma que foram incluídas mais de 20 cidades no bloco, e que até dezembro deste ano os serviços da área também serão concedidos.

O secretário prometeu que em breve a população irá, efetivamente, sentir os efeitos da concessão da Cedae à iniciativa privada e observar uma redução no histórico de problemas relacionados ao abastecimento de água e tratamento de esgoto no Rio de Janeiro.

“As empresas estão neste momento na fase de operação assistida, em que as empresas trabalham junto com a Cedae. Isso acelera as obras de infraestrutura”, afirmou ele, prevendo fevereiro de 2022 para que as empresas dos três blocos licitados passem a assumir integralmente a distribuição da água e a coleta e tratamento do esgoto.

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