Secretário de Saúde admite possibilidade de lockdown em SP sob ‘catástrofe’

"Em uma situação de catástrofe, essa velocidade [da curva de COVID-19] pode aumentar muito. E aí, podemos tomar medidas mais duras, disse German

Secretário Estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, durante coletiva de imprensa sobre o combate ao coronavírus. São Paulo, 24 de abril de 2020.
Secretário Estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, durante coletiva de imprensa sobre o combate ao coronavírus. São Paulo, 24 de abril de 2020. Foto: Governo do Estado de São Paulo

Marcela Rahal

Da CNN, em São Paulo

Ouvir notícia

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, José Henrique German, admitiu, em entrevista à CNN, que diante do aumento do número de mortes e casos da COVID-19, o lockdown poderia ser adotado em São Paulo, em uma situação de catástrofe. 

“Nós estamos numa fase ascendente [da COVID-19]. Eu não acredito que a gente tenha o pico do Everest, temos um achatamento da curva, mas ela ainda está subindo. Em uma situação de catástrofe, essa velocidade pode aumentar muito. E aí, podemos tomar medidas mais duras. Como uma situação de impedimento das pessoas de circular, um lockdown. Mas não acredito que a gente chegue nesse ponto”, ponderou.

German esteve nesta sexta-feira (1º) acompanhando a chegada dos primeiros pacientes pelo novo coronavírus no Hospital de Campanha do Complexo do Ibirapuera. O local tem capacidade para 268 leitos, 140 de baixa complexidade e outros 28 voltados para casos mais graves.

800 funcionários foram contratados para trabalhar no hospital que, num primeiro momento, pretende aumentar a capacidade de leitos para casos de baixa complexidade. Mas, de acordo com o secretário, com o aumento do número de mortes e casos confirmados da doença, isso não impede que esses leitos sejam transformados em UTI. 

Na semana que vem, o Estado deve criar 100 novos leitos de UTI. Além disso, 3 mil respiradores começam a chegar em levas de 500 aparelhos por semana. A expectativa da Secretaria Estadual da Saúde é reduzir a taxa de ocupação dos leitos daqui 15 dias, atualmente em quase 90% na capital e 70% no Estado.

Mais Recentes da CNN