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    Seguros de riscos cibernéticos têm crescimento de 75% nas contratações

    Estados de São Paulo e Rio de Janeiro lideram em arrecadação na modalidade, com 73% e 91,5% de crescimento, respectivamente

    Beatriz Puenteda CNN

    no Rio de Janeiro

    Os vazamentos de dados no Brasil e os ataques de hackers a empresas e órgãos públicos fizeram disparar a procura pelos seguros de riscos cibernéticos.

    Segundo levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a modalidade arrecadou, entre janeiro e setembro, R$ 123 milhões e cresceu 75% em comparação com os primeiros nove meses de 2021.

    No mesmo período do ano passado, o total comercializado foi de R$ 70 milhões no mesmo período.

    De acordo com João Fontes, membro da Subcomissão de Linhas Financeiras da FenSeg, essa demanda crescente reflete a preocupação do setor privado com a fragilidade dos sistemas de segurança de dados.

    Os setores que mais procuraram pelo serviço atuam com varejo, energia elétrica e saúde.

    “A modalidade de cyber é a que mais tem crescido quando falamos de produtos de linhas financeiras. Em 2019 tivemos R$ 21 milhões em prêmios arrecados. Em 2021, após a pandemia e a digitalização de muitas empresas, chegamos a R$ 105 milhões. E a gente pode projetar que devemos alcançar os R$ 175 milhões até o final deste ano”, destaca.

    Outro fator apontado para essa alta na demanda é o aumento dos ataques cibernéticos e constantes tentativas de invasão de sistemas.

    Além disso, a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que obriga as empresas a notificarem eventuais violações de dados, sob pena de sofrerem sanções por parte da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), também impulsionou que muitas empresas procurassem pelo serviço.

    Os dados revelam também que as empresas, além de contratar seguros para cobrir eventuais prejuízos com a paralisação de serviços causada por ataques hackers, estão investindo mais na proteção de seus dados com empresas especializadas.

    Na comparação do período de janeiro a setembro de 2022 com o ano passado, houve uma queda de 10% no total de indenizações pagas em todo o país, indo de R$ 22 milhões, em média, para R$ 20 milhões.