SP registra aumento de casos de lesão corporal contra LGBTQIA+

Dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação e compararam os boletins de ocorrência registrados de janeiro a março desde 2016

Giovanna Bronzeda CNN

em São Paulo

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O estado de São Paulo registrou aumento de casos de lesão corporal contra pessoas LGBTQIA+ no primeiro trimestre de 2022 em comparação a 2021.

Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) pela produção da CNN e compararam os boletins de ocorrência registrados de janeiro a março desde 2016, data a partir da qual foram disponibilizados.

De acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o primeiro trimestre de 2022 teve 35 casos de lesão corporal — ou seja, de agressão — contra pessoas LGBTQIA+.

No entanto, importante frisar que esses são os casos que foram, de fato, registrados em delegacias da Polícia Civil ou de forma online. Se um caso de agressão ocorreu sem o preenchimento de boletim, não foi contabilizado.

No mesmo período em 2021, foram 30 casos de janeiro até março. Ou seja, em um ano, o número de boletins de ocorrência registrados com agressões por homofobia ou transfobia cresceu 16,6%.

Em 2022, o número de boletins registrados também contrariou a tendência de queda que estava sendo observada desde 2016.

Boletins de ocorrência registrados por lesão corporal motivados por homofobia/transfobia no primeiro trimestre do ano:

  • 2022: 35
  • 2021: 30
  • 2020: 42
  • 2019: 42
  • 2018: 50
  • 2017: 62
  • 2016: 68

Entre as cidades que registraram as ocorrências em 2022, a capital paulista contabiliza o maior número: sete. Em seguida está Santo André, com cinco ocorrências, e Jandira, com três.

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