Dentista influencer é denunciada por lesões graves em pacientes no ES

Além de Mariana Barros Laranja Roeder, o dentista Nathan Laranja Roeder Holz também é denunciado; Ministério Público cita prática de exercício ilegal relacionada à atividade de medicina

Giuliana Zanin, da CNN Brasil*, em São Paulo
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O MPES (Ministério Público do Espírito Santo) ofereceu uma denúncia contra os dentistas Mariana Barros Laranja Roeder e Nathan Laranja Roeder Holz após três lesões corporais causadas em pacientes durante procedimentos.

De acordo com o MP, os denunciados praticaram exercício ilegal ao realizarem atividade correspondente à medicina que resultaram em complicações de natureza grave e gravíssima nas vítimas. O órgão também solicitou a proibição dos dois investigados de deixarem o país sem autorização da Justiça.

Mariana e Nathan trabalham no Instituto Laranja que, segundo as informações que constam no perfil da clínica nas redes, realiza procedimentos estéticos como botox e preenchimentos. O Instituto inclusive realiza mentorias utilizando pacientes como "modelo".

A dentista é influenciadora nas redes sociais e mostra o trabalho que realiza como professora da pós oferecida pelo instituto e mentora da técnica de fio de PDO, que utiliza fios cirúrgicos para estimular a produção de colágeno e produzir um efeito lifting na pele.

Na biografia de uma das plataformas digitais, Mariana diz ser especialista em Harmonização Orofacial e em Ortodontia. Nathan também afirma ser especialista em Harmonização Orofacial e professor de pós-graduação. Nas redes, ele divulga imagens antes e depois do procedimento.

A denúncia requereu a suspensão cautelar do trabalho estético ou cirúrgico e, se a medida for descumprida, os denunciados podem pagar pena de R$ 50 mil por cada atendimento ou intervenção realizada sem autorização.

Há também a fixação de uma multa com valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais causados às vítimas.

O Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo foi comunicado e deve adotar as devidas providências cabíveis ao caso.

Mariana se manifestou em uma das redes sociais e afirmou estar sofrendo perseguição. Ela disse que está respondendo às acusações que correspondem ao seu nome.

Em nota à CNN Brasil, a defesa das partes informou que não concorda com a acusação e reputa as medidas cautelares requeridas manifestamente descabidas. "Não há, nos autos, elemento concreto que autorize restrição à liberdade de locomoção ou constrição patrimonial de qualquer natureza", reforçam.

A CNN Brasil entrou em contato com o conselho e aguarda o retorno. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo