Estudante de medicina morta em MG pode ter sofrido mais de 100 facadas

Informações preliminares de fontes ligadas à investigação indicam que foram identificadas ao menos 130 lesões no corpo da mulher, identificada como Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos

Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
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A estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, foi encontrada morta dentro do próprio apartamento em Barbacena, interior de Minas Gerais. De acordo com apuração da Itatiaia, a vítima pode ter sofrido mais de cem facadas. 

Informações preliminares de fontes ligadas à investigação indicam que foram identificadas ao menos 130 lesões no corpo da mulher, entre perfurações por arma branca e machucados superficiais.

Na decisão que converteu a prisão do suspeito de flagrante para preventiva, o juiz Alanir José Hauck Rabeca citou que a estudante de medicina sofreu "centenas de golpes de faca".

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) destacou que "e a vítima foi atingida, inacreditavelmente, por mais de uma centena de golpes, que lhe causaram múltiplas lesões e vasto derramamento de sangue, denotando extrema violência e dolo intenso".

De acordo com a Polícia Militar, o ex-marido e uma amiga de Letícia teriam ido ao apartamento da vítima após não conseguirem contato com ela, que normalmente respondia rápido às mensagens, segundo a colega.

Ao chegar no local, os dois encontraram a vítima já sem vida, com marcas de sangue e perfurações pelo corpo, principalmente na cabeça, na nuca, no pescoço, nas costas, nas orelhas e nas mãos.

A amiga disse à polícia que tentou contato com a colega diversas vezes, mas não obteve sucesso. Ela inclusive contatou o proprietário do apartamento para tentar saber o que havia acontecido, mas ele não estava na cidade.

A mulher então chamou o ex-marido de Letícia e, juntos, eles conseguiram entrar no apartamento. Eles arrombaram a porta e encontraram Letícia já morta.

Testemunhas disseram que a vítima estava com o namorado em uma festa no dia anterior ao sumiço. Após o evento, os dois teriam ido para o apartamento de Letícia. A vítima ainda respondeu algumas mensagens por volta das 23h40, e depois sumiu.

Após o trabalho da perícia, a polícia também constatou que o veículo da vítima não estava na garagem.

Registro de violência

O casal já havia se desentendido algumas vezes e o suspeito possuía comportamento agressivo, segundo o arquivo policial. Letícia, inclusive, já registrou um boletim de ocorrência contra o namorado em fevereiro, relatando ameaças e ciúmes.

Por causa desse histórico, a polícia iniciou a busca pelo suspeito primeiramente no endereço onde ele mora, porém o homem não estava em casa.

*Com informações de Giuliana Zanin