Galpão que pegou fogo e soltou fumaça tóxica está irregular, diz prefeitura

Cinco equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender ocorrência nesta sexta-feira (14); local possuía notificações desde 2024

Bruna Lopes, da CNN Brasil*, em São Paulo
Pelo menos 50 mil litros de água foram utilizados para combater as chamas.  • Divulgação/CBMMG
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O galpão de recicláveis que pegou fogo e liberou uma fumaça tóxica na manhã desta sexta-feira (14) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), opera de forma irregular, sem o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e acumula notificações desde janeiro de 2024 da prefeitura da cidade. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Defesa Social, por meio do COMFISC (Comitê de Fiscalização), informou que medidas legais e administrativas já estavam sendo aplicadas contra o estabelecimento.

Já que seguia em atividade irregular, a Prefeitura de Contagem afirma que o imóvel continuava descumprindo decisões anteriores de embargo e interdição.

O proprietário do galpão está sujeito a multas, penalidades legais e medidas judiciais cabíveis uma vez que não cumpriu os protocolos legais.

Equipes da prefeitura estiveram presentes no endereço na tarde desta sexta (14), mas não puderam efetuar a vistoria no local em razão dos focos de incêndio que ainda permanecem. Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que as equipes só foram desmobilizadas as 15h05 de sexta (14), totalizando cerca de 11 horas de ocorrência.

O incêndio

O incêndio de grande proporção mobilizou cinco equipes de bombeiros, desde a madrugada desta sexta-feira (14), em Contagem. Segundo o CBMMG (Corpo de Bombeiros de Minas Gerais), o fogo começou em um lote aberto com materiais recicláveis.

As equipes foram acionadas por volta das 4h05 da madrugada e foram desmobilizadas somente às 15h05, totalizando cerca de 11 horas de ocorrência. Nas imagens, é possível ver a fumaça invadir parte da avenida por conta da direção do vento e uma pista está bloqueada no sentido Betim.

Veja vídeo:

Os bombeiros informaram que, até o momento, não há informações das possíveis causas que deram origem ao incêndio. Nenhum responsável pela atividade apareceu, até o fechamento desta matéria.

"As chamas foram contidas antes que se espalhassem pela vegetação no entorno. Os pequenos focos isolados foram controlados para iniciar o processo de rescaldo", informou a CBMMG. As guarnições solicitaram o apoio de uma retroescavadeira para revirar o material deteriorado. Pelo menos 50 mil litros de água foram utilizados para combater as chamas.