Justiça nega pedido de insanidade de homem que matou mulher trans em MG

O crime aconteceu em outubro deste ano e foi flagrado por câmeras de segurança;

Daniela Mallmann, da CNN Brasil, em Belo Horizonte
Homem foi preso e disse que 'não concordava' com fim da relação  • Reprodução
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O acusado de matar a ex-namorada trans, Matheus Henrique Santos Rodrigues, teve o pedido de instauração de incidente de insanidade mental negado pela Justiça. O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), declarou que a decisão foi assinada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri Sumariante da Comarca da capital mineira.

Na sentença, a magistrada afirmou que "não há qualquer documentação, prontuário médico, relatório técnico ou estudo social que aponte indícios mínimos de comprometimento da higidez mental do acusado que justifique, neste momento, a instauração do incidente."

Apesar da negativa, a magistrada informou na decisão que existe possibilidade de reavaliação futura do pedido, caso surjam elementos concretos que justifiquem a demanda.

Mulher trans é espancada e morta pelo ex-companheiro em Minas Gerais

Christina Maciel Oliveira, de 45 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro, que não aceitava término • Reprodução/Redes sociais
Christina Maciel Oliveira, de 45 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro, que não aceitava término • Reprodução/Redes sociais

Matheus matou a ex-namorada trans, identificada como Christina Maciel Oliveira, de 45 anos, no dia 20 de outubro na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. O crime foi registrado por câmeras de segurança.

Nas imagens, ele dá um soco nas costas dela, que também atinge de raspão a cabeça. A mulher cai no chão e as agressões com chutes começam. Foram cerca de nove chutes na cabeça. Após as agressões, Matheus deixa Christina caída no chão e sai andando normalmente.

Segundo a PM, o acusado tem passagens pela polícia por roubo, furto, tráfico e consumo de drogas, dano, lesão corporal e ameaça. Ele teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva no dia 22 de outubro, dois dias após o crime.